Por isso recomenda-se o "check up" periódico à população em geral, principalmente após os quarenta anos de idade e nos casos em que há relato familiar desta doença, ou onde haja fatores de risco para aterosclerose, como obesidade, sedentarismo, fumo, stress, hipertensão arterial, diabetes , alterações no lipidograma, etc.

O diagnóstico é possível no mais das vezes apenas pelo exame físico. A simples palpação do trajeto arterial evidencia sua dilatação e expansibilidade. Quando não, exames como a ultra-sonografia, tomografía computadorizada, ressonância magnética ou arteriografia, vão confirmá-lo e possibilitar o planejamento da operação.

Diante do até agora exposto, depreende-se que esta patologia se reveste de grande importância e que o sucesso do tratamento - sempre cirúrgico e prioritário - depende do diagnóstico precoce e da operação planejada e executada antes da rotura, por equipe experiente de especialistas, em hospitais bem equipados. O que varia, no entanto, é o tipo de cirurgia a ser realizada e o momento mais oportuno para ela. Palores como o tipo e o tamanho do aneurisma, bem como a idade do paciente e seu risco cirúrgico - presença de outras doenças que possam impedir ou agravar a operação, como enfisema pulmonar, isquemia coronariana, insuficiência renal etc - serão ponderados pelo cirurgião vascular e explicados ao paciente e sua família.

Com relação ao tipo de cirurgia, podemos dispor de duas técnicas: a convencional e a endovascular. A primeira representa, em última análise, a substituição do segmento dilatado da artéria por uma prótese vascular.

Já se acha bem estabelecida, sendo realizada em todo o mundo, há cerca de cinquenta anos e, apresenta baixo índice de complicações (em torno de 5%), o que justifica seu emprego na maioria dos casos.

Ultimamente, vem sendo utilizada outra técnica para a correção do AAA, denominada endovascular. Ela consiste na introdução de prótese especial no interior do aneurisma, através do cateterismo das artérias femorais (das virilhas) e mediante controle radiológico.

Suas principais vantagens são simplificar o procedimento, reduzir suas complicações e abreviar a recuperação do paciente pois, em princípio, dispensa a abertura da cavidade abdominal, não requer transfusão de sangue e encurta a permanência hospitalar. Entretanto, apresenta algumas desvantagens, tais como:

• depende de condições anatómicas favoráveis, ou seja, não pode ser empregada em todos os tipos de aneurisma.

• as endopróteses ainda apresentam custo muito elevado e disponibilidade limitada.

• não há tempo de uso e nem número suficiente de casos operados para que tenham sido publicados trabalhos "de profundidade", que estabeleçam suas reais complicações a longo prazo. Assim, seu emprego deve ser reservado apenas para casos selecionados, especialmente quando o risco cirúrgico for muito elevado.

TRAUMA VASCULAR

O diagnóstico é possível, quase sempre, pelo exame físico.
A simples palpação do trajeto arterial mostra sua dilatação e expansão

O trauma vascular é a destruição dos vasos sanguíneos que nutrem importantes áreas do organismo. Esta perda de integridade interrompe abruptamente o suprimento de oxigênio para os tecidos, carreado pelo sangue, levando à morte dos mesmos.

A isquemia (falta de sangue) dos órgãos ou membros tem um tempo variável de resistência, mas deve ser tratado o mais rápido possível, traduzindo em melhores resultados terapêuticos. O trauma vascular pode ser causado por acidente de carro ou moto, projétil de arma de fogo e arma branca (faca, vidro, etc). É a segunda causa morte no mundo e a primeira entre a faixa etária até os 40 anos, refletindo com importante conotação sócio-econômica para o país.

O diagnóstico é facilmente realizado pela presença de hemorragia através da área lesada, hematoma que

aumenta de volume e pela diminuição da temperatura e palidez do membro afetado, corroborado pela ausência de pulsos distais à lesão.

A conduta a ser tomada após as medidas de suporte e manutenção é a transferência do paciente para uma unidade hospitalar onde tenha cirurgião vascular de plantão, para que se realize a correção da lesão no tempo adequado. Durante este transporte devem-se realizar medidas tais como: compressão do local da ferida e elevação do membro lesado.

A importância da correção efetiva destas lesões favorece a reabilitação precoce destes pacientes. Já as lesões não corrigidas de forma eficaz podem levar a sérias complicações, desde limitações funcionals até a perda do membro.

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