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Denomina-se aneurisma a dilatação anormal e
permanente de um determinado segmento das artérias.
De forma simplificada, pode-se dizer que a origem desta dilatação
é o enfraquecimento da parede arterial, congênito,
como no caso de alguns aneurismas intracranianos, ou secundário
a certas doenças - inflamações, infecções,
traumatismos ou degeneração,
sem dúvida a mais frequente, causada pela aterosclerose,
patologia de elevada incidência na população,
melhor detalhada em outro capítulo desta publicação.
Em princípio, qualquer artéria pode ser acometida,
mas é a aorta abdominal, especialmente em seu segmento
abaixo das artérias renais, a mais frequentemente envolvida
pelo aneurisma. Local onde também ele se reveste de
maior importância e, portanto, é a este tipo
vamos nos referir — o aneurisma da aorta abdominal
(AAA).
Uma vez enfraquecida a parede arterial, ela cede à
constante pressão pulsátil do sangue em seu
interior e, se dilata. A partir daí e, de acordo com
conceitos de leis físicas, essa dilatação
aumenta cada vez mais, progredindo inexoravelmente para a
rotura da artéria, situação sempre de
extrema gravidade, que pode culminar com o óbito do
paciente, as vezes até mesmo antes que ele consiga
alcançar recursos médicos.
A velocidade com que isso ocorre, ou seja, o tempo de crescimento
do aneurisma, é variável de pessoa a pessoa
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depende de fatores como
a sua localização, natureza da doença
que o causou e presença de fatores contribuintes, como
a hipertensão arterial. Há casos em que vários
anos se passam desde o início da doença, sem
que seja observada variação significativa no
volume do AAA. Por outro lado, há casos em que esse
crescimento é rápido.
A probabilidade de rotura é diretamente proporcional
ao tamanho do aneurisma, mais especificamente ao seu diâmetro.
De modo geral, considera-se que a partir de 4 cm de diâmetro,
todo AAA deva ser tratado, de forma a evitar sua complicação
maior, a rotura.
Outro dado relevante nesta patologia é a ausência
de sintomas em grande número de casos. Ou seja, o portador
do aneurisma nada sente no início, podendo as manifestações
aparecer apenas tardiamente, quando, pelo volume, a dilatação
começa a comprimir estruturas vizinhas na cavidade
abdominal, ou ainda, surgir apenas na vigência da expansão
aguda ou da rotura, em decorrência da hemorragia interna.
Mesmo quando presentes antes da rotura, os sintomas podem
ser vagos e não específicos, podendo surgir
dores lombares que simulam problemas renais ou de coluna,
náuseas e plenitude gástrica (estômago
cheio), etc, de forma que o diagnóstico só é
feito "por acaso", através de consulta ou
exames realizados com outra finalidade.
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