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INTRODUÇÃO
As úlceras crónicas
de membros inferiores são um problema mundialmente
grave, sendo responsáveis por morbidade e mortalidade
significativas, além de provocarem considerável
impacto económico. Seu acompanhamento requer
consultas frequentes ao médico, implicam lidar
com curativos diários, levando à perda
de produtividade de pacientes mais jovens. Além
disso, os episódios de infecções
secundárias comumente levam à celulite,
complicação por vezes fatal.1
Embora as úlceras de membros
inferiores geralmente tenham início insidioso
e sejam tratadas ambulatorialmente, muitas progridem
e eventualmente levam à hospitalização.
As hospitalizações em pacientes diabéticos
por úlceras das extremidades inferiores duram
em média 22 a 36 dias e resultam num custo hospitalar
anual de 200 milhões de dólares, segundo
dados estatísticos americanos.2
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As úlceras
venosas e as feridas crónicas associadas com
hipertensão venosa dos membros inferiores correspondem
a aproximadamente 80% a 90% das úlceras encontradas
nas extremidades inferiores.3
Nos Estados Unidos, o número
de indivíduos acometidos é maior que 600
mil,4 dados provavelmente subestimaos se levarmos em
conta o aumento progressivo da população
de idosos.
1. Cirurgião
Vascular do Hospital Neto Campello da Irmandade de Misericórdia
de Sertãozinho, SP.
2. Cirurgião Vascular do Hospital Neto Campello
da Irmandade de Misericórdia de Sertãozinho,
SP. Diretor Clínico da Sermed.
3. Dermatogista do Hospital Central Aristarcho Pessoa
(Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro),
Mestrado em Dermatologia da UFRJ, Aluna do curso de
Doutorado em Dermatologia/ UFRJ.
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