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INTRODUÇÃO
A aterosclerose coronariana e periférica é
a principal causa de morte entre homens e mulheres em quase todo o mundo.
O aumento do colesterol, em particular da lipoproteína de baixa
densidade (LDL), é um dos principais fatores de risco para o acúmulo
de lipídeos na parede vascular, mas todas as lipoproteínas
estão envolvidas no processo (VLDL, IDL, HDL). A molécula
de LDL é a maior causa de injúria endotelial e pode ser
modificada pelos processos de glicação, agregação,
associação com proteoglicans ou incorporação
a complexos imunes. Quando há deposição das moléculas
de LDL na artéria, estas sofrem oxidação progressiva
e são englobadas pelos macrófagos, iniciando-se o processo
de formação da lesão ateromatosa (células
espumosas). |
As lesões ateromatosas
representam uma série de respostas específicas celulares
e moleculares que constituem um doença inflamatória crônica,
caracterizada pela presença de monócitos, macrófagos
e linfócitos T, assim como proliferação de células
da musculatura lisa, elaboração de matrix extracelular e
neovascularização.
Apesar de cerca de 50% dos indivíduos com
doença cardiovascular apresentarem hipercolesterolemia, outros
fatores são necessários para o desenvolvimento das lesões
ateroscleróticas e devem ser considerados.
O endotélio tem sido objeto de
inúmeros estudos e seu papel na aterogênese é
cada vez mais importante.
- Professor Titular de Endocrinologia
da PUC/RJ e da UFRJ.
- Mestre em Endocrinologia e Metabologia
da UERJ.
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