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INTRODUÇÃO
O diabetes mellitus é uma grave doença
e tem se tornado cada vez mais frequente.1
Uma das complicações mais temidas é a lesão
distrófica que acomete os pés dos diabéticos, conhecida
como "pé diabético". Esta denominação
engloba, na realidade, um conjunto de alterações que atingem
as extremidades dos diabéticos, incluindo principalmente a lesão
neurológica (neuropatia), a isquemia arterial e a infecção.
O tratamento inclui medidas higieno-dietéticas, curativos regulares,
uso de fármacos e o tratamento cirúrgico, conforme o caso.2,
3
Muitas vezes, o primeiro gesto cirúrgico no
tratamento do pé diabético é a amputação.
Esta atitude, aparentemente dramática, impõe-se nos casos
de necrose avançada, infecção grave ou risco de sepsis.4
A amputação, infelizmente, é muitas vezes necessária,
pois a necrose, uma vez instalada, é definitiva. Desta forma, o
ideal seria evitarmos que a necrose se instalasse ou que o seu acometimento
fosse de pequena intensidade, permitindo pequenas amputações
ou desbridamentos para a preservação da função
do membro.5
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O resultado da amputação,
ainda que salve a vida do paciente, tem implicações
importantes, pois a perda da extremidade raramente é
aceita pelo paciente ou familiares e representa um grave ônus
social. Infelizmente, apesar de todos os avanços da
medicina, as amputações ainda são frequentes
nos diabéticos.5 Mas
vários trabalhos demonstram que estas amputações
poderiam ser reduzidas por meio de ações no
sentido de agilizar o atendimento assim como de uma orientação
ao paciente de sua doença.4'5
1. Chefe do Serviço de Angiologia
Cirurgia Vascular do IEDE. Professor Auxiliar do Curso de Pós-Graduação
de Angiologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC).
Sócio Titular da SBACV.
2. Sócio Efetivo da SBACV. Médico
do Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do IEDE.
4. Chefe do Serviço de Cirurgia
Geral e das Clínicas Cirúrgicas do IEDE. Sócio da
SBACV. |