| INTRODUÇÃO
As fístulas arteriovenosas são comunicações
normais entre um canal arterial e um canal venoso, criando um circuito
mais curto, evitando o leito capilar. As fístulas adquiridas podem
ser resultantes de um trauma (geralmente penetrante), ou espontâneas,
devido a ruptura de um aneurisma arterial em uma veia vizinha, erosão
de vasos envolvidos em neoplasias ou processos infecciosos.
Com a melhora progressiva no atendimento inicial
ao paciente traumatizado encontraremos cada vez menos casos de fístulas
crónicas. Isto é importante, pois a abordagem das fístulas
arteriovenosas em sua fase aguda é muito mais simples e assim teremos
menos repercussões locais e sistêmicas.
Fig. 1 - Fístula arteriovenosa
carotídeo jugular |
HISTÓRICO
| Hunther |
1757 |
1° caso clínico |
| Breshet |
1833 |
Ligadura proximal levando a gangrena |
| Norris |
1843 |
1a ligadura proximal e distal |
| Nicoladoni |
1875 |
Diminuição da frequência cardíaca com
compressão |
| Stewart |
1913 |
Diminuição da área cardíaca com cirurgia
na FAV |
| Holman |
1937 |
Monografia clássica com as alterações hemodinâmicas
e anatómicas |
ETIOLOGIA
A causa mais comum de formação de
uma fístula arte-riovenosa traumática, no nosso meio, é
o trauma por projétil de arma de fogo, vindo em segundo lugar o
traumatismo por arma branca, em terceiro a iatrogenia e em quarto o traumatismo
contuso.
Com o aumento dos procedimentos invasivos (punções,
cateterismos) sobre o sistema vascular, as causas iatrogênicas têm
aumentado muito nos últimos anos. Entre os traumatismos iatrogênicos
que podem levar à formação de fístula arterio-venosa
podemos citar os que ocorrem após ligaduras vasculares "em
massa" em nefrectomia, colectomia, esplenectomia e tireoidectomia.
Punções para gasometria e para biópsia renal também
podem levar à formação de fístulas.
- Chefe do Serviço de Cirurgia
Vascular do Hospital Municipal Miguel Couto. Especialista em Cimrgia
Vascular pela AMB-SBACV.
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