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Deve ser dada preferência,
nesses casos, aos medicamentos de ação bactericida como
penicilina, sulfa, cefalosporina, gentamicina etc.
Analgésicos - indicados nos casos de dor decorrente
do processo inflamatório vascular e de dor devida às lesões
tróficas isquêmicas que podem também se manifestar
na fase aguda da vasculite. Existem recursos variados para a administração
desses medicamentos, desde as vias clássicas -oral, intramuscular
e endovenosa, estas duas últimas para introdução
do medicamento puro ou em associação, sob forma de solução
analgésica - até a via peridural, quando se usa a analgesia
por meio de catéter.
Além do recurso medicamentoso, algumas medidas gerais devem ser
adotadas na fase aguda das vasculites, entre elas a proscrição
do fumo, tendo em vista o seu caráter vasoconstritor e trombogênico
e, no caso da tromboangeíte, a possibilidade de agir como um agente
antigênico. Outras medidas preconizadas compreendem a remoção
do antígeno lesivo (droga), o tratamento da enfermidade sistêmica
subjacente (doença do colágeno, infecção etc.)
e o apoio psicológico, considerando-se o sofrimento que a inflamação
vascular induz no paciente.
TRATAMENTO DA FASE CRÔNICA
Na fase crónica, o objetivo principal da terapêutica consiste
em tratar as complicações isquêmicas consequentes
à estenose ou à oclusão que podem ficar como resíduos
do processo inflamatório no vaso. Não se deve esquecer,
porém, que, nas vasculites secundárias, o controle da enfermidade
de base ou do fator desencadeante é fundamental também nesta
fase para que não ocorram surtos agudos de inflamação
vascular. Entre os medicamentos usados nesta fase, destacam-se os vasoativadores
e os antiplaquetários. A prescrição de anticoagulantes
orais é discutível, não sendo uma rotina. |
Vasoativadores
- indicados para reduzir o espasmo vascular - seja à custa de um
bloqueio neural (especialmente os ganglioplégicos, como o naftidrofuril),
seja à custa do relaxamento da fibra muscular lisa (por conta dos
musculotrópicos, como a papaverina, o benciclan e outros) - e para
melhorar as condições hemorreológicas - seja pelo
aumento da flexibilidade das hemácias, seja pela antiagregação
plaquetária - efeitos atualmente encontrados na pentoxifilina.
As vias de administração e as doses são variáveis
e a eficácia desses medicamentos diante das complicações
isquêmicas ainda é muito discutida pêlos especialistas;
com toda a certeza, ela se torna reduzida ou nula frente ao tabagismo.
Nesta área de terapia, ainda estão sendo aguardados resultados
mais animadores com a prostaciclina.
Antiplaquetários - o uso da aspirina em baixas
doses, inibindo a produção do tromboxane plaquetário
ou da ticlo-pidina, que potencializa a ação das prostaglandinas
anti-agregantes, é recurso também usado na fase crónica
da doença inflamatória vascular.
Entre as medidas gerais, além da proscrição do fumo,
pêlos efeitos anteriormente já citados, e o apoio psicológico,
que deve se estender também a esta fase, a orientação
para o paciente sobre cuidados com as extremidades é de suma importância
a fim de se evitar o aparecimento de lesões tróficas que
podem evoluir para uma complicação maior, a gangrena.
Assim, manter a higiene cuidadosa dos pés, tratar de modo adequado
as lesões cutâneas, evitar os traumas provocados pelo aquecimento
direto do membro, pelo uso de substâncias tópicas irritantes,
pelo corte das unhas e de calosidades, pelo uso de sapatos apertados,
etc., são alguns esclarecimentos que devem ser repassados ao paciente
especialmente nesta fase, quando já se encontra, na maior parte
do tempo, longe da área de observação médica.
Endereço para correspondência
Dr. Paulo Roberto Malta da Silveira
Rua Senador Danton Jobim, 301/21
22610-060 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro (RJ) |