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INTRODUÇÃO
As altas taxas de reestenose nas lesões estiais
da artéria renal, submetidas a angioplastia percutânea, têm
sido responsáveis pelo insucesso desta técnica.
Apesar de a angioplastia das lesões ostiais
ou proximais apresentarem um sucesso técnico imediato ao redor
de 80%, a taxa de reestenose oscila em 70% aos 12 meses2.
Com base nos recentes resultados obtidos na literatura
mundial com o implante primário de próteses endovasculares
durante a angioplastia de lesões "de novo" ostiais, da
artéria renal, relatamos, neste trabalho, os dois primeiros casos
realizados pelo nosso grupo.
RELATO DO 1° CASO
Paciente do sexo feminino, de 44 anos de idade, com
antecedentes clínicos de pré-eclâmpsia há 12
anos, quando apresentou crise hipertensiva de 240 x 160mmHg, necessitando
de cesariana para controle da hipertensão. Após este episódio,
a pressão arterial manteve-se normal, sem necessidade de qualquer
tipo de medicação.
Há quatro meses apresentou episódio de
hipertensão arterial (230 x 170mmHg), com cefaléia intensa
e hipoestesia no dimídio esquerdo e língua. Foi tratada
de emergência, obtendo-se um controle parcial da pressão
arterial com nifedipina sublingual.
Na semana seguinte apresentou novo episódio
de hipertensão e cefaléia, sendo medicada com captopril
e hidroclorotiazida, com controle instável dos níveis pressóricos
arteriais.
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Indicado estudo arteriográfico, que revelou
lesão estenótica de 80%, no óstio da artéria
renal esquerda.
A paciente foi submetida em junho de 1994 a angioplastia
da artéria renal com implante primário de uma prótese
endovascular (Stent de Palmaz - 6mm x l,5cm), com excelente resultado
imediato (Figura l). A paciente teve alta hospitalar 48 horas após
a realização do procedimento, medicada com 300mg de ácido
acetilsalicílico e sem medicação hipotensora.
RELATO DO 2° CASO
Paciente do sexo feminino, de 62 anos de idade, com
antecedentes clínicos de angioplastia coronária em março
de 1994. Hipertensa há trinta anos, tendo piorado clinicamente
nos últimos cinco anos (190 x 11 OmmHg), não mais respondendo
à medicação hipotensora. Também foi constatada
uma alteração na função renal, mantendo a
paciente níveis séricos de creatinina de 1,8.
A paciente manteve níveis tensionais de difícil
controle apesar de medicada com hidroclorotiazida, L-metildopa e enalapril.
Realizada urografia excretora, que revelou ausência
de excreção pelo rim esquerdo, tendo sido indicado estudo
com ultra-som Doppler, o qual revelou estenose de 90% no óstio
da artéria renal direita.
A paciente foi submetida em agosto de 1994 a angioplastia
da artéria renal direita, com implante primário
de uma prótese endovascular (Stent de Palmaz - 6mm
x 2cm), com excelente resultado imediato (Figura 2).
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