XI ENCONTRO DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR DO RIO DE JANEIRO

MESA REDONDA: CIRURGIA ENDOVASCULAR

Transcrito por: Gaudencio Espinosa
Participantes: Presidente de Honra - Sylvio Luiz da Frota Nogueira;
Presidente - José Carlos Bastos Côrtes;
Moderadores - Adalberto P. de Araújo, Rafael Espada (USA);
Relator - Gaudencio Espinosa; Secretário - José Roberto G. da Motta;
Debatedores - Adamastor Pereira (RS), Adilson L. A. Marins, André Peçanha,
Feliciano P. Azevedo, Marcio Sampaio, Nelson Wolosker

Uma nova era começa em 1953, quando Seldinger descreve uma nova técnica, realizada por via percutânea. Esta consiste na punção de um vaso, mediante uma agulha inserida através da pele, por onde se introduz um fio-guia, que serve de sustentação para a introdução de um catéter, permitindo assim a cateterização seletiva de praticamente todos os principais territórios vasculares do organismo. O cateterismo seletivo ou superseletivo facilitou enormemente a avaliação e interpretação das angiografias, permitindo-nos dissociar as estruturas vasculares mais complexas, com uma menor necessidade de volume de contraste e uma maior concentração deste nas artérias alvo. O cateterismo, segundo a técnica de Seldinger, permitiu o desenvolvimento de vários procedimentos terapêuticos passíveis de serem realizados de forma percutânea. Com o surgimento e evolução destas diversas técnicas de terapia pela via percutânea endovascular, e dada as características comuns dos pacientes aos quais se destinam, estes procedimentos acabaram por agrupar-se em algumas especialidades médicas específicas, como a Cirurgia Endovascular, a Radiologia Vascular e a Hemodinâmica.

EMBOLIZAÇÕES PERCUTÂNEAS

Provavelmente dentre os diversos tipos de procedimentos terapêuticos endovasculares existentes, um dos primeiros que surgiram foram as "Embolizações Percutâneas" por catéter. O objetivo das embolizações percutâneas terapêuticas consiste em ocluir a circulação do território vascular que está sendo tratado. Esta oclusão poderá ser "proximal", no tronco da artéria que está sendo tratada, ou "distal", ocluindo ao nível da pequena circulação, um leito vascular completo ou um segmento do parênquima de um órgão. Os materiais utilizados para os diversos tipos de embolizações também podem ser classificados quanto ao tempo que o leito vascular permanece ocluído. Dos agentes emboligênicos de que dispomos temos os de longa, os de média e os de curta duração.

LONGA DURAÇÃO

  • Molas de Gianturco-WaIlace
  • Ivalon (Esponja de Álcool Polivinílico)
  • Balões Destacáveis
  • Adesivos de Polimerização Rápida
  • Esclerosantes

MÉDIA DURAÇÃO

  • Gelfoam

CURTA DURAÇÃO

  • Coágulo Autólogo

Molas de Gianturco-WaIlace: As molas de Gianturco-WaIlace, ou "coils", são espirais aramadas com uma lã acrílica, que se enovelam à medida que saem do catéter (Figura l), ocluindo de forma definitiva o vaso sanguíneo que está sendo tratado, provocando uma embolização troncular ou proximal em relação ao leito vascular capilar (Figura 2).

Fig. 1 - As molas de Gianturco-WaIlace ("coils"), são espirais aramadas com uma lã acrílica, que se enovelam à medida que saem do catéter

Ivalon: Este material atua como oclusor mecânico definitivo, por impactação distal no território vascular que está sendo embolizado. Na atualidade, o álcool polivinílico (Ivalon) é utilizado principalmente na forma de microesferas de 600 ou 1000 micra.

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