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É interessante notar o fato de que o Dr. Dotter,
que foi, na verdade, o pai da cirurgia endovascular e da terapêutica
endovascular, em sua publicação original, de 1964, previu
que seria necessário, depois da recanalização translunünal
por catéteres, a colocação de um splint, como ele
o chamou, e que hoje nós chamamos de stent, para manter a luz pérvia
depois da recanalização.
Novamente Dotter, em 1969, publicou o primeiro trabalho
experimental, descrevendo o desenvolvimento e a aplicação
experimental do stent para a recanalização arterial. O desenvolvimento
completo dessa tecnologia ocorreu na década de 80, começando
em 1982eindoaté 1988 e 1989.
As características ideais de um stent intravascular
são definidas claramente. A verdade é que não existe
nenhum stent perfeito, pois nenhum dos dispositivos disponíveis
hoje em dia reúne todas estas características.
DESIRABLE CHARACTERISTICS
- Flexibility
- Biocompatibility
- electropositive (metais) and electronegative
- (blood elements) charges
- corrosion resistant
- thrombosis resistant
- minimal neointimal growth
- Radio-opacity
- Reliable expandability
- balloon vs. self spanding
- High expansion ratio
Basicamente existem dois tipos de stent, e a diferenciação
(ou a classificação) se realiza com base no mecanismo de
implantação dentro da luz vascular.
Existem os stents expandidos por balão, com
os quais há maior experiência e com os quais eu, pessoalmente,
tive a maior experiência, começando experimentalmente em
1989. Existem os stents que se chamam auto-expansivos, dos quais há
basicamente dois tipos: os que têm um mecanismo de memória
térmica, como o stent de Nitinol, que foi um dos primeiros stents
historicamente desenvolvidos, e os stents também auto-expansivos
por um mecanismo de mola, ou spring-loaded, como, por exemplo, o Wallstent,
e o stent de Gianturco.
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INTRAVASCULAR STENTS
- Balloon-expandable
- Palmaz
- Strecker
- Gianturco-Roubin
- Tantaium zig-zag
- Sefl-expanding
- Shape-memory alloy
- Nitinol
- Spring-loaded
- Waltstent
- Gianturco Z
Na figura l vê-se o dispositivo de Palmaz,
com o qual tivemos a maior experiência do ponto de vista experimental,
começando clinicamente em 1989.
A razão principal pela qual os stents foram
inventados e desenvolvidos é que a angioplastia deixa muito a desejar;
não é perfeita. A angioplastia, em geral, deixa uma luz
muito irregular, com defeitos, comflaps, com dissecções,
todos os problemas de índole mecânica, que podem e levam
à trombose às vezes imediata do segmento de angioplastia
ou às vezes precoce, com recidiva dos sintomas e falha clínica
do procedimento. Teoricamente, existem vários caminhos pelos quais
se pode, pelo menos, esperar que os resultados sejam melhores. Um deles
é a remoção, a extirpação da lesão.
Não simplesmente a fratura da placa e o deslocamento e desprendimento
da lesão, do arteroma, mas a verdadeira remoção,
que ainda não se logrou muito bem. Um outro é que devemos
obter uma luz vascular, depois da recanalização, que seja
suficientemente limpa ou lisa e concêntrica, para nos permitir o
fluxo sanguíneo ininterrupto, sem essa propensão, essa disposição
tão marcada pela trombose; e uma das maneiras de se conseguir isso
é com o splint ou stent, de que Dotter falava quase teoricamente
em 1960.
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Maryland Vascular Institute
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