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EMBOLIZAÇÃO TERAPÊUTICA:
COMO FAZER
Para realizar uma embolização terapêutica
é necessário dispormos do mesmo material que permite fazer
uma angiografia por cateterismo, acrescido das substâncias que são
utilizadas para provocar a embolização. O procedimento é
feito em local onde esteja instalado um aparelho de Rx, que disponha de
um intensificador de imagem (radioscopia) e tenha acoplado um sistema
de troca chapa (AOT), uma câmara de filmagem de 35mm e uma bomba
injetora automática. E conveniente que se disponha de uma mesa
de pelo menos l,60m de comprimento por 0,60m de largura sobre rodízio,
onde possamos colocar os catéteres e as guias metálicas,
que têm comprimentos muitas vezes de mais de um metro. A disponibilidade
de um aparelho de subtração digital permitirá uma
atuação com muito mais segurança c o procedimento
pode ser realizado em um terço do tempo que se leva quando estamos
trabalhando em um aparelho convencional. É indispensável
dispormos de todo o material necessário às punções
e dissecções arteriais e venosas, bem como de todo o material
para uma eventual ressuscitação cardiopulmonar. O ambiente
deve ser refrigerado e mantido em rigorosas condições de
limpeza.
Quase todos os procedimentos angiográficos por
cateterismo podem ser realizados por punção percutânea
das artérias femorais, na prega inguinal, das artérias umerais,
na prega do cotovelo ou das artérias axilares, na base de implantação
dos pêlos axilares. Por vezes, é necessário fazer
o cateterismo por punção das artérias subclávias
e até mesmo através das artérias carótidas
comuns. Quando se quer fazer cateterismo arterial por dissecção,
o único acesso aconselhável é na prega do cotovelo,
para abordagem da artéria umeral, (técnica de Sones). Excepcionalmente,
pode-se fazer a dissecção da artéria axilar. Algumas
vezes, é necessário fazer a embolização da
área afetada, a partir de uma abordagem cirúrgica do vaso
principal, que irriga a região lesada.
O acesso ao sistema venoso também pode ser realizado
por punção percutânea pelas veias femoral, subclávia
e até pela veia jugular interna ou externa.
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É comum fazer-se o estudo por cateterismo
através da dissecção de veias superficiais dos membros
superiores.
Para embolização do sistema venoso
esplâncnico, o catéter é introduzido através
do fígado. A punção é realizada no 8°
espaço intercostal direito, na linha axilar anterior. O sistema
venoso portal intra-hepático é puncionado e através
dele passam-se os catéteres sobre guias, para as veias es-plâncnicas.
Ao final do procedimento, injeta-se um fragmento de Gelfoam no orifício
hepático, por onde penetrou o catéter.
Mais modernamente, é mais prático c
menos perigoso cateterizar o sistema venoso esplâncnico através
de cateterismo percutâneo pela veia jugular interna, cateterizando
a veia supra-hepática e, com o auxílio de material contido
em um kit especial, puncionamos os ramos da veia porta intra-hepático
e por eles cateterizamos, sobre guia metálico, o sistema porta.
O referido kit é o mesmo que utilizamos para
fazer o shunt porto-cava por via percutânea pela veia jugular interna.
Ele, o kit (Cook, Inc., Bloomington, IN), contém: um sistema introdutor
com uma bainha de 35cm de comprimento; um dilatador de trajeto; uma guia
de troca 0.038 hiper-rígida (guia de Amplatz); uma agulha de aço,
calibrosa, com mais de 35cm de comprimento e sua bainha de teflon (agulha
de Colapinto), ambas com a extremidade angulada de 30°; uma agulha
fina com sua bainha de teflon (agulha de Rõsch-Uchida), que punciona
ramos da veia porta dentro do parênquima hepático. Por essa
bainha da agulha de Rõsch-Uchida (Cook, Bloomington, Ind.) é
possível passar a guia de troca, hiper-rígida, 0.038 (guia
de Amplatz) para as veias esplâncnicas.
Todos os procedimentos por punção percutânea
são realizados com anestesia local e sedação leve,
exceto em crianças pequenas.
- Especialista em Angiologia e Cirurgia
Vascular Titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular
e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões Titular da Academia
Brasileira de Medicina Militar Ex-Chefe do Serviço de Cirurgia
Vascular e da Seção de Radiologia Vascular do Hospital
Naval Marcílio Dias
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