| INTRODUÇÃO
As primeiras arteriografias e venografias realizadas
no ser humano datam da década de 20, quando Berbe-rich e Hirsch,
em 1923, e Brooks, em 1924, utilizaram respectivamente brometo de estrôncio
e iodeto de sódio, nos seus estudos angiográficos. Ainda
na mesma época, foram obtidos dois grandes avanços no estudo
angiográfico das patologias vasculares. O primeiro foi em 1298,
quando Moniz descreve a técnica de arteriografia cerebral, mediante
punção direta da artéria carótida, e o segundo
ocorreu imediatamente após, quando Dos Santos, em 1929, utilizou
a punção translombar para visualizar a aorta abdominal.
Uma nova era começa em 1953, quando Seldinger
descreve uma nova técnica, realizada por via percutânea.
Esta consiste na punção de um vaso, mediante uma agulha
inserida através da pele, por onde se introduz um fio-guia, que
serve de sustentação para a introdução de
um catéter, permitindo assim a cateterização seletiva
de praticamente todos os principais territórios vasculares do organismo
(Fig. l). O cateterismo seletivo ou superseletivo facilitou enormemente
a avaliação e interpretação das angiografias,
permitindo-nos dissociar as estruturas vasculares mais complexas, com
uma menor necessidade de volume de contraste, com uma maior concentração
do mesmo nas artérias alvo.
Com a evolução das técnicas
angiográficas, as características das salas de cateterismo
também evoluíram e alguns elementos, como a radioscopia,
tornaram-se indispensáveis. Na atualidade dispomos de monitores
que nos permitem visualizar o sistema vascular com alto grau de definição,
possibilitando a realização de cateterismos seletivos e
super-seletivos dos diversos vasos. Outro dos elementos necessários
na atualidade, dentro de uma sala de estudo angiográfico, é
a bomba injetora, que nos permite injetar a quantidade de contraste desejada,
com uma velocidade e pressão previamente estabelecidas.
Dentro da evolução das técnicas
e dos equipamentos angiográficos, chegamos finalmente
à angiografia com subtração digital,
utilizada clinicamente pela primeira vez em 1980, a qual consiste
em um armazenamento digital de imagens, que são processadas
por um computador, subtraindo das imagens com contraste as
imagens iniciais sem contraste, denominadas de "máscara",
permitindo um alto grau de definição na aquisição
das imagens vasculares.
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ANGIOGRAFIA NA DOENÇA
CEREBROVASCULAR EXTRACRANIANA
O catéter tipo "Simmons" é
o principal utilizado na cateterização das carótidas,
principalmente nos pacientes idosos, onde o arco aórtico é
alongado. A utilização deste tipo de catéter exige
uma certa experiência e habilidade para se conseguir que este adote
a sua configuração original, no interior da aorta. A utilização
de um catéter multiuso tipo "Headhunter" pode ser útil
em certos casos, onde existe a necessidade de progressão, para
cateterização superseletiva carotídea, com o objetivo
de dissociar as estruturas vasculares mais complexas (Fig. 2).
A angiografia com subtração digital
é, na atualidade, o método de eleição para
o estudo dos vasos supra-aórticos, tendo como principais vantagens
em relação à angiografia convencional uma melhor
qualidade de imagem, associada a uma menor necessidade na quantidade de
volume do meio de contraste.
O estudo angiográfico corretamente realizado
deve iniciar-se pelo arco aórtico, avaliando não só
as lesões que porventura possam existir, bem como observando a
disposição anatómica dos troncos supra-aórticos.
Em seguida, as artérias carótidas devem ser cateterizadas
de forma seletiva, evitando-se a superposição dos vasos,
para facilitar o estudo da bifurcação carotídea,
cuja visão é melhor obtida nas projeções laterais.
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Professor Auxiliar do Departamento
de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual do Rio
de Janeiro -UERJ.
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Responsável pela Unidade de
Cirurgia Endovascular do Hospital São Vicente de Paula - Rio
de Janeiro Responsável pela Unidade de Cirurgia Endovascular
do Hospital Rio-Mar - Rio de Janeiro.
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