ARTIGO ORIGINAL

RADIOTERAPIA-GAMA ENDOVASCULAR COM IRÍDIO192 PARA INIBIR A REESTENOSE POR HIPERPLASIA INTIMAL APÓS ANGIOPLASTIA
ENDOVASCULAR GAMMA-RADIOTHERAPY WITH IRIDIUM192 TO INHIBITS RESTENOSIS NEOINTIMAL HYPERPLASIA AFTER BALLON ANGIOPLASTY.

Gaudencio Espinosa1; Sérgio Lannes2; Ramon Alberto Perez Baquero3; Decio Pinto Carvalho Filho4;
Maria Armando Pinto Abrantes5; Adilson Mariz6; Henrique Murad7; Marcos Macedo Piedade8
Trabalho realizado no Departamento de Cirurgia da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Hosp. Univ. Clementina Fraga Filho - UFRJ e no Hospital São Vicente de Paulo - RJ


RESUMO
A hiperplasia intimal causada por uma proliferação de tecido conectivo, em resposta à agressão mecânica provocada pelo catéter balão, é o principal problema que atinge os pacientes submetidos a angioplastia transluminal. O desenvolvimento desta neoíntima, que leva a reestenose do vaso, na realidade corresponde a um processo cicatricial iniciado pela lesão vascular, que a angioplastia produz. Os bons resultados da radioterapia para o tratamento dos processos proliferativos, como a prevenção da formação de quelóide, inibindo a proliferação excessiva de fíbroblastos, propiciou a sua utilização pela via endoluminal na tentativa de evitar a recorrência das estenoses, cuja fisiopatologia é semelhante à do quelóide. No período de julho de 1995 até abril de 1997 foram realizados pelo nosso grupo 15 procedimentos de radioterapia intravascular em 13 pacientes, por apresentarem estenoses vasculares de repetição durante o seu acompanhamento clínico. Todos os pacientes evoluíram de forma satisfatória, sem nenhuma complicação imediata advinda do método, não sendo detectado, até o momento, nenhum tipo de recidiva das estenoses. Embora com experiência limitada, acreditamos que a utilização da irradiação por via endovascular poderá diminuir a taxa de reestenose; no entanto, ainda não existe suficiente informação quanto ao mecanismo da hiperplasia intimal, bem como a dose total a ser utilizada nesta situação. Estudos controlados são necessários para demonstrar se a braquiterapia com Irídio192 previne a estenose a longo prazo, ou mesmo retarda o aparecimento desta complicação.

 

UNITERMOS
Radiação; Braquiterapia; Angioplastia transluminal; Hiperplasia intimal; Reestenose; Próteses e Endopróteses vasculares; Irradiação.

 

SUMMARY
intimal hyperplasia remains the major problem after percutaneous transluminal balloon angioplasty. The neointimal growth that occurs is a cicatricial process due to the angioplasty trauma. Radiotherapy has a beneficiai effect on the proliferative processes like cheloid scars and fibroblast proliferation. It was postulated that in-traluminal radiotherapy could avoid reestenosis due to the intimal proliferation. From July 1995 to Dezember 1996, 15 intravascular radiotherapy procedures were performed after transluminal angioplasty and stent im-plantation, in 13 patients with vascular restenosis. There was good results in every cases without recurrent restenosis or complications. Although this is a limited experience it seems that intraluminal radiotherapy could avoid restenosis. Some questions still remains like the intimal hyperplasia mechanism and the radiotherapy total dose. Long term studies on Iridium192 brachitherapy are needed to evaluate if vascular restenosis could be delayed or alltogether avoied.

 

UNITERMS
Radiation; Brachytherapy; Transluminal angioplasty; intimal hyperplasia; Restenosis; Stents and prostheses;
Irradiation.

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