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RESUMO
A hiperplasia intimal causada por uma proliferação de tecido
conectivo, em resposta à agressão mecânica provocada
pelo catéter balão, é o principal problema que atinge
os pacientes submetidos a angioplastia transluminal. O desenvolvimento
desta neoíntima, que leva a reestenose do vaso, na realidade corresponde
a um processo cicatricial iniciado pela lesão vascular, que a angioplastia
produz. Os bons resultados da radioterapia para o tratamento dos processos
proliferativos, como a prevenção da formação
de quelóide, inibindo a proliferação excessiva de
fíbroblastos, propiciou a sua utilização pela via
endoluminal na tentativa de evitar a recorrência das estenoses,
cuja fisiopatologia é semelhante à do quelóide. No
período de julho de 1995 até abril de 1997 foram realizados
pelo nosso grupo 15 procedimentos de radioterapia intravascular em 13
pacientes, por apresentarem estenoses vasculares de repetição
durante o seu acompanhamento clínico. Todos os pacientes evoluíram
de forma satisfatória, sem nenhuma complicação imediata
advinda do método, não sendo detectado, até o momento,
nenhum tipo de recidiva das estenoses. Embora com experiência limitada,
acreditamos que a utilização da irradiação
por via endovascular poderá diminuir a taxa de reestenose; no entanto,
ainda não existe suficiente informação quanto ao
mecanismo da hiperplasia intimal, bem como a dose total a ser utilizada
nesta situação. Estudos controlados são necessários
para demonstrar se a braquiterapia com Irídio192
previne a estenose a longo prazo, ou mesmo retarda o aparecimento desta
complicação. |
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SUMMARY
intimal hyperplasia remains the major problem after percutaneous transluminal
balloon angioplasty. The neointimal growth that occurs is a cicatricial
process due to the angioplasty trauma. Radiotherapy has a beneficiai
effect on the proliferative processes like cheloid scars and fibroblast
proliferation. It was postulated that in-traluminal radiotherapy could
avoid reestenosis due to the intimal proliferation. From July 1995 to
Dezember 1996, 15 intravascular radiotherapy procedures were performed
after transluminal angioplasty and stent im-plantation, in 13 patients
with vascular restenosis. There was good results in every cases without
recurrent restenosis or complications. Although this is a limited experience
it seems that intraluminal radiotherapy could avoid restenosis. Some questions
still remains like the intimal hyperplasia mechanism and the radiotherapy
total dose. Long term studies on Iridium192 brachitherapy are needed to
evaluate if vascular restenosis could be delayed or alltogether avoied. |