RELATO CASO 2

Paciente de 37 anos, atleta, com história de cinco anos de evolução de ferida transfíxante por arma de fogo ao nível do 1/3 inferior da coxa esquerda, com orifícios de entrada na região posterior e saída na região anterior. Encaminhado ao ambulatório por erisipela na perna esquerda e massa pulsátil na face antêro-medial ao mesmo nível, em 1/3 inferior da coxa esquerda, com o mesmo tempo de evolução da ferida por arma de fogo, não apresentando outros sintomas. Internado em abril de 1996, quando foi medicado com antibióticos por dez dias e realizado estudo arteriográfico do membro inferior esquerdo, o qual evidenciou uma grande fístula arteriovenosa com volumoso pseudo-aneurisma a nível dos vasos poplíteos (Figura 2A).

Ao exame físico observamos massa pulsátil de aproximadamente 7 cm de diâmetro, frémito e sopro em maquinaria, insuficiência venosa grau II, varizes, erisipela em resolução, aumento significativo do diâmetro da perna em comparação com a direita, cicatrizes dos orifícios de entrada e saída do projétil e presença de furunculoses na coxa. Em junho de 1996 foi realizado tratamento endovascular com prótese recoberta (Stent-Graft).

Fig. 2 - Estudo angiográfico do membro inferior esquerdo, o qual evidenciouuma grande fístula arteriovenosa com presença de volumoso pseudo-aneurisma a nível dos vasos femorais no canal de Hunter (a), tratada mediante implante de endoprótese vascular recoberta com poliuretano (Corvita®) de 12 x 60mm (b). O estudo angiográfico de controle evidenciou oclusão do trajeto da fístula e preservação do leito arterial (c).







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