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Fig. 6 - Arteriografia
do caso 3. A estenose crítica produzida pelo material intracavitário
escondia a doença aneurismática

Fig. 7 - Esquema da resolução
cirúrgica do caso 3
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com relação
as imagens do ultra-som, nas quais era possível visualizar
a imagem aneurismática, fato totalmente imperceptível
no exame arteriográfico. Durante a cirurgia observamos
que o assoalho da lesão aneurismática não
estava comprometido; procedemos então à ressecção
do saco aneurismático junto com os trombos murais e
reconstituímos o fluxo com o auxílio de um remendo
(patch) de tecido sintético (Dacron).
Não foi necessário o uso
de shunt. O paciente evoluiu bem, permaneceu por 12 horas
na UTI e teve alta hospitalar no 3º dia do pós-operatório.
A histopatologia diagnosticou aterosclerose.
RELATO DE CASO 4
Homem branco, de 71 anos, normotenso, assintomático
e fumante. Durante exame cardiovascular de rotina foi detectado sopro
++/4 na projeção das carótidas bilateralmente. O
eco-color-Doppler mostrou estenose bilateral das carótidas internas:
85% à direita e 80% à esquerda. A arteriografia confirmou
o diagnóstico. A cirurgia da carótida direita também
confirmou a placa estenótica de quase 90% de oclusão. Três
meses após, durante a cirurgia da carótida esquerda, também
sob anestesia por bloqueio cervical e loco-regional, foi encontrada dilatação
aneurismática do tipo sacular, de l,3cm, com material gelatinoso
degenerativo na camada média, o qual provocava a protusão
da camada íntima arterial e, assim, estenose quase total da artéria
carótida interna. Mas não observamos nenhuma placa aterosclerótica
clássica, sugerida no eco-Doppler. A camada íntima da artéria,
embora empurrada de encontro com o lado oposto, mostrava-se íntegra.
Certamente, por isso, passou despercebido pela arteriografia. O eco-Doppler
classificou-o como placa mole. Devido à degeneração
das paredes, típica dos aneurismas, foi necessária a ressecção
do segmento lesado. Com a interposição de prótese
vascular sintética, Dacron velour, de 6mm, com anastomoses término-terminais
reconstruímos o trajeto vascular. O paciente permaneceu por 12
horas no CTI com alta hospitalar no 3° dia. O exame histopatológico
classificou a lesão como aterosclerótica.
DISCUSSÃO
Aexata incidência do aneurisma
da artéria carótida extracraniana não
está ainda bem definida. Tem sido estimado um percentual
variável entre 0,4% e 4,0% entre todos os aneurismas
periféricos.5,22 A
aterosclerose contribui com 26% a 70% em uma revisão
de três grandes séries,22,24
além de outras etiologias relatadas: traumática,
micótica, síndrome de Marfan, displasia fibromuscular,
HIV etc.23,29 Zwolak5
apresentou um estudo com 52 aneurismas da artéria carótida
interna extracraniana realizado no University of Michigan
Hospital, num período de 25 anos, no qual encontrou
uma incidência de 46% de ateroscleróticos e 2,5:1
a proporção de homem/mulher, ou seja, abaixo
dos 5:1 encontrados nos aneurismas da aorta abdominal e muito
abaixo dos 30:1 nos aneurismas femorais e poplíteos.
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