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De entre os cirurgiões que referiram
complicações do tipo dor/ isquémia, 4
utilizaram ligaduras de compressão forte em pós-operatório
imediato e apenas l compressão ligeira (p=0,4) (NS);
do mesmo modo, daqueles que referiram complicações
do tipo tromboembólico, 7 utilizaram ligaduras elásticas
de compressão forte e 2 ligeira (p=0,5) (N S), não
havendo portanto, relação entre o grau de pressão
e a incidência de complicações (Gráfico
7).

Procurámos ainda saber se a realização
de "stripping retrógrado" sob compressão
elástica prévia (efectuado por 29,3% dos inquiridos)
influenciava a taxa de complicações.
Verificamos que nestes, 13% referiram-nos
dor/isquémia, percentagem ligeiramente superior à
média de 10,3% mas não significativa (p=0,08);
e 6,6% embolias pulmonares, percentagem inferior à
média de 19,5% mas também não significativa
(p=0,06).
CONCLUSÃO
Como conclusão podemos afirmar
que os Cirurgiões Vasculares Portugueses utilizam compressão
elástica no pós-operatório imediato da
cirurgia das varizes primitivas dos membros, não sendo
significativo o número daqueles que a mantêm
a "longo prazo", não estando este critério
unanimamente definido.
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Foi, no
entanto, muito significativa a escolha pelo esquema da compressão
"ligadura seguida de meia", não o sendo porém
o grau de compressão que também não influenciou
a incidência de complicações.
A escolha por uma determinada técnica
de stripping (antrogrado vs retrógrado) não
foi significativa e também não influenciou as
complicações.
Pensamos, portanto, e de acordo com os
dados obtidos que o verdadeiro problema eficácia/isenção
de complicações estará mais relacionado
com factores próprios ao doente (morfologia do membro;
presença de doenças associadas), bem como ao
método de colocação da compressão
escolhida, o que reforça a utilização
de compressão graduada, seja ela na forma de meia ou
ligadura.
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Reproduzido da Revista Portuguesa
de Cirurgia
Cardio-Torácica e Vascular, n° 4, vol. 2, págs.
101-104.
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