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INTRODUÇÃO
A fístula arteriovenosa (FAV) constitui uma
comunicação anormal entre o sistema arterial e venoso, excluindo,
na sua grande parte, o intercâmbio e o fluxo sanguíneo ao
nível capilar. A sua extensão, o volume de sangue que flui
através do canal fistular, o calibre dos vasos envolvidos, a sua
proximidade do coração, vêm constituir os elementos
de valor capital na magnitude das manifestações fisiopatológicas
e hemodinâmicas que seguem a sua formação. A exteriorização
clínica tem nesses elementos a gama de sinais e sintomas que caracterizam
este evento.
A fistula arteriovenosa pode ter origem
congênita ou adquirida. A de fundo congênitosofreu modificações
conceituais, principalmente nesse século, o que influenciou
diretamente a sua nomenclatura. As denominações
como aneurisma cirsóide, aneurisma arteriovenoso, angioma
cavernoso têm sido utilizadas como sinonímia
para caracterizar essa afecção.
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Por outro lado, as fístulas arteriovenosas
adquiridas são entidades que, por terem uma frequência sensivelmente
elevada em relação às de origem congênita.
não têm dado razão para demonstrações
outras a não ser aquelas que na verdade as caracterizam. As FAVs
adquiridas têm sua gênese mais frequentemente ligadas a ferimentos
ou traumas penetrantes, como, por exemplo, arma de fogo, arma branca,
estilhaços de teores diversos e, em escala somenos, a ruptura de
uma tumoração aneurismática para o interior de uma
veia. Em nível secundário, encontram-se também as
ligaduras "em massa" da artéria com uma veia e aquelas
decorrentes de punções para hemodiálise e/ou com
finalidade diagnóstica.
- Mestre. Doutor, Professor Titular
Chefe do Serviço
- Mestre, Professor Assistente
- Professor Adjunto
- Assistente do Serviço
- Assistente do Serviço
- Estagiário do Serviço
- Acadêmica de Medicina
(UFF)
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