CASO ESPECIAL

FÍSTULAS ARTERIOVENOSAS NA CAVIDADE PÉLVICA:
CONSIDERAÇÕES CLÍNICAS E CIRÚRGICAS

Ciro Denevitz de Castro Herdy(1), João Batista Thomaz(2), Nelson Vieira(3), Sérgio Blanes Brancaglion(4)
Alfredo Cesar Pires Bartoly(5), Amarildo Gazal Suhett(6), Yanna Cristhina Moreira Thomaz(7)

Trabalho realizado no Serviço de Cirurgia Cardiovascular do HUAP,
Departamento de Cirurgia Geral e Especializada, Faculdade de Medicina, Universidade Federal Fluminense.


RESUMO
Os autores apresentam suas experiências relativas ao tratamento da FAV, cm nível de cavidade pélvica, discutindo os meios diagnósticos e a terapêutica cirúrgica de eleição. Analisam os aspectos clínicos, hemodinâmicos e as principais medidas propedêuticas no exame destes pacientes. Concluem narrando as principais condutas que presentemente se utilizam na correçao desta doença circulatória.

 

UNITERMOS
Fistula arteriovenosa; Pelve: Terapia.

 

SUMMARY
The authors presents theirs experiment which concerns about treatment of FAV at pelvic cavity level. Also discussing the diagnosis procedure and the surgical terapacutic election. They also analyse the clinical aspects. hemodinamics and the principais propedeutics procedure of the pacients examination.

 

UNITERMS
Arteriovenous fistulas; Pelvis; Terapy.

INTRODUÇÃO

A fístula arteriovenosa (FAV) constitui uma comunicação anormal entre o sistema arterial e venoso, excluindo, na sua grande parte, o intercâmbio e o fluxo sanguíneo ao nível capilar. A sua extensão, o volume de sangue que flui através do canal fistular, o calibre dos vasos envolvidos, a sua proximidade do coração, vêm constituir os elementos de valor capital na magnitude das manifestações fisiopatológicas e hemodinâmicas que seguem a sua formação. A exteriorização clínica tem nesses elementos a gama de sinais e sintomas que caracterizam este evento.

A fistula arteriovenosa pode ter origem congênita ou adquirida. A de fundo congênitosofreu modificações conceituais, principalmente nesse século, o que influenciou diretamente a sua nomenclatura. As denominações como aneurisma cirsóide, aneurisma arteriovenoso, angioma cavernoso têm sido utilizadas como sinonímia para caracterizar essa afecção.

Por outro lado, as fístulas arteriovenosas adquiridas são entidades que, por terem uma frequência sensivelmente elevada em relação às de origem congênita. não têm dado razão para demonstrações outras a não ser aquelas que na verdade as caracterizam. As FAVs adquiridas têm sua gênese mais frequentemente ligadas a ferimentos ou traumas penetrantes, como, por exemplo, arma de fogo, arma branca, estilhaços de teores diversos e, em escala somenos, a ruptura de uma tumoração aneurismática para o interior de uma veia. Em nível secundário, encontram-se também as ligaduras "em massa" da artéria com uma veia e aquelas decorrentes de punções para hemodiálise e/ou com finalidade diagnóstica.


  1. Mestre. Doutor, Professor Titular Chefe do Serviço
  2. Mestre, Professor Assistente
  3. Professor Adjunto
  4. Assistente do Serviço
  5. Assistente do Serviço
  6. Estagiário do Serviço
  7. Acadêmica de Medicina (UFF)
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