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CIRURGIA DO MAL PERFURANTE PLANTAR
TÉCNICA DE PLASTIA PLANTAR EM VY
Serviço: Hospital do Servidor Público
Estadual - São Paulo - SP
Autores: Durço, JS; Nakano, K; Cinelli, M; Gonzaiez,
J; Sacilotto, R; Brochado, FC; Ramires, E; Amorim, DS
Os autores apresentam sua experiência com a
técnica de plastia plantar em VY + ressecção óssea
no tratamento do mal perfurante plantar.
Foram operados 22 doentes entre maio de 91 e junho
de 1994. Três doentes tinham lesões bilaterais, totalizando,
portanto, 25 procedimentos cirúrgicos. À exceção
de um doente com polineuropatia periférica de origem alcoólica,
todos os demais tinham polineuropatia periférica diabética.
Eram 18 homens e 4 mulheres com idade variando de 42 as 82 anos (média
de 62 anos).
O tempo de existência das lesões variou
de 2 a 24 meses; o tamanho da úlcera plantar oscilou entre 1,5
a 3,5 cm de diâmetro, e a localização mais frequente
foi ao nível da cabeça do l ° metatarsiano.
Os doentes foram operados pela técnica de
plastia plantar em VY e houve cicatrização das lesões
em todos os casos. Em quatro pacientes houve pequena infecção
local com deiscência parcial da sutura, mas com completa cicatrização
secundária.
O período de seguimento variou de 2 a 36 meses,
com média de 19 meses. Não houve nenhuma recidiva da úlcera.
Os autores concluem que a operação
praticada é um procedimento adequado e eficaz e que pretende contribuir
para solucionar o difícil problema do mal perfurante plantar.
ABSCESSOS PLANTARES NO PACIENTE DIABÉTICO
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Serviço: Instituto Estadual de Endocrinologia
e Diabetes - IEDE - Rio de Janeiro - RJ
Autores: Almar Bastos; Kyria Melo; Resino Baccarini
Neto; Alberto Duque
Os autores apresentam a experiência de 5 anos
do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia - IEDE - no período
de janeiro de 1989 a dezembro de 1993, com 43 pacientes com lesão
infecciosa nos pés, apresentando abscessos nos espaços plantares
laterais, mediais ou centrais. Todos os pacientes eram portadores de Diabetes
Mellitus do tipo II, tratados com antidiabéticos orais e/ou dieta;
a idade média foi de 54 anos e a incidência foi semelhante
em ambos os sexos.
A totalidade dos pacientes foi submetida a tratamento
cirúrgico, que constou de desbridamento amplo com drenagem dos
espaços plantares, sendo três submetidos a amputação
primária do tipo transmetatarsiana. Dos pacientes submetidos a
desbridamento inicialmente, dois foram, posteriormente, submetidos a amputação
infrapatelar em um caso e suprapatelar em outro caso.
Os autores descrevem a técnica cirúrgica
empregada e analisam os cuidados na identificação desta
entidade mórbida, ressaltando a necessidade de seu diagnóstico
precoce e tratamento eficaz, reduzindo a morbidade nestes casos.
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