TRAUMATISMO VASCULAR IATROGÊNICO
Serviço: Instituto de Angiologia
e Cirurgia Vascular de Santos e Setor de Cirurgia do Trauma
da Faculdade de Ciências Médicas de Santos -
SP
Autores: Romiti, M; Romiti, RB; Lima Jr, W; Lima, JRR; Barbosa,
RF; Mazzetti, MPV; Remiti, M.
Dentre os traumatismos vasculares, o de origem iatrogênica
vem apresentando um aumento na frequência devido ao crescente número
de procedimentos vasculares invasivos terapêuticos ou diagnósticos.
Foi realizado um estudo retrospectivo de 19 pacientes
atendidos pelo Instituto de Angiologia Vascular de Santos, no período
de junho de 1989 a outubro de 1994, vítimas de lesão vascular
iatrogênica. Os pacientes foram analisados quanto à faixa
etária, sexo, procedimento vascular que ocasionou a lesão
iatrogênica, artéria lesada, tipo de lesão, reparo
vascular e complicações.
Os resultados revelaram maior incidência de
casos na sexta e sétima décadas (64,7%) do sexo masculino
(63,2%). O procedimento vascular que ocasionou lesão iatrogênica
mais comum foi o cateterismo por pulsão arterial (68,4%), acometendo
mais frequentemente as artérias femoral (57,8%) e braquial (26,3%);
houve apenas um caso de lesão venosa (5,2%). A trombose (52,6%)
e o pseudo-aneurisma foram as lesões mais frequentes. O reparo
vascular mais utilizado foi o enxerto autógeno com veia safena
interna (21,5%), e as complicações (10,5%) deveram-se principalmente
às causas não relacionadas com a lesão iatrogênica.
Nossa casuística apresentou pacientes idosos
com patologias associadas além da lesão iatrogênica,
exigindo bom senso, perícia e experiência do cirurgião
vascular para obter êxito no tratamento.
CONDUTA DE TRATAMENTO NAS COMPLICAÇÕES
DO TRAUMA CAROTÍDEO- VERTEBRAL E DE ARTÉRIA INOMINADA
Serviço: Hospital Naval Marcilio Dias - Rio
de Janeiro - RJ
Autores: Adalberto Pereira de Araújo; Jackson
Silveira Caiafa; Eduardo Werneck; Mauro Alpoim Freire; Egídio Jóia.
E apresentada a conduta de tratamento adotada em
seis pacientes com complicação pós-traumatismo vascular
carotídeo-vertebral e de artéria inominada. As complicações
tratadas foram: três pseudo-aneurismas, um deles micótico;
duas FAV e uma grave hemorragia pela artéria vertebral direita
durante cirurgia de artrodese de coluna cervical.
Das duas FAV, uma foi tratada com abordagem direta
e ligadura da FAV; a outra foi embolizada com catéter balão.
Um pseudo-aneurisma de carótida esquerda, drenado como abscesso,
foi ressecado com a ajuda de um shunt interno, que tornou possível
estancar a hemorragia. Um pseudo-aneurisma de artéria inominada
foi ressecado após manobras complexas de proteção
cerebral e a ajuda de catéter com balão para conter sangramento
de refluxo. Um aneurisma micótico de boca anastomótica em
carótida direita, roto, foi embolizado com molas de Gianturco-Wallace.
Neste mesmo paciente foi embolizado, ao mesmo tempo, um falso aneurisma
de artéria circunflexa umeral esquerda, que rompeu ao término
do primeiro procedimento. A hemorragia pela artéria vertebral direita
foi contida por embolização com mola.
Cinco pacientes evoluíram bem. A paciente
do aneurisma, drenado acidentalmente, tem 14 anos de boa evolução.
A paciente da lesão iatrogênica de artéria vertebral
teve a sua artrodese completada no mesmo ato cirúrgico. O paciente
do aneurisma de artéria inominada faleceu 36 horas após,
em crise tireotóxica. Conclui-se que nem sempre é possível
ou aconselhável a abordagem direta destas lesões e que métodos
alternativos de tratamento, como as embolizações, e métodos
de proteção cerebral devem ser adotados para aumentar as
possibilidades de êxito nestes casos. A utilização
de catéteres com balões ajudam no controle de sangramento
por refluxo vindo de artérias de difícil abordagem.
|