3º CONGRESSO PAN-AMERICANO DE CIRURGIA VASCULAR
X JORNADA BRASILEIRA DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR

TRATAMENTO CIRÚRGICO DAS FÍSTULAS ARTERIOVENOSAS
E PSEUDO-ANEURISMAS TRAUMÁTICOS

Serviço: Instituto de Angiologia e Cirurgia Vascular de Santos e Setor de Cirurgia do, Trauma do Depto. de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas de Santos
Autores: Romiti, M; Romiti, RB; Lima Jr, W; Lima, JRR; Kikuchi, M; Mazzetti, MPV

Foi realizado um estudo retrospectivo de 55 pacientes atendidos pelo Instituto de Angiologia e Cirurgia Vascular de Santos, no período de janeiro de 1986 a junho de 1993, portadores de fístula arteriovenosa e/ou pseudo-aneurisma pós-traumátícos, num total de 65 lesões.

Todos os pacientes foram analisados quanto à faixa etária, sexo, etiologia das lesões, número de lesões por pacientes, artéria acometida, tempo para realizar o diagnóstico, técnica do reparo vascular e complicações.

Os resultados revelaram maior incidência na terceira e quarta décadas (89,1%) do sexo masculino (81,8%). A etiologia das lesões por projéteis de arma de fogo predominou (61,5%), sendo as artérias femoral (33,8%) e subclávia (20,0%) as mais atingidas.

O tempo para realizar o diagnóstico foi precoce (24 horas a 30 dias) na maioria dos pacientes (61,8%). As técnicas de reparo vascular mais utilizadas foram; o enxerto de veia (56,9%) para as artérias, e a sutura simples (60,0%) para as veias. Complicações ocorreram em cinco casos (9,0%), sendo a infecção a principal delas (7,3%).

A fístula arteriovenosa e o pseudo-aneurisma podem ocorrer como sequela do trauma arterial e exigem diagnóstico preciso e precoce, bem como bom senso, habilidade e experiência do cirurgião vascular para o sucesso do tratamento.

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