TRAUMA DE VASOS POPLÍTEOS
COM LESÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS ASSOCIADAS
Serviço: Cirurgia Vascular Periférica
da Faculdade Regional de Medicina de S. J. Rio Preto - SP
Autores: Bergantim, Hélio; Silva, AAM; Raymundo, SRO;
Godoy, JMP; Silva, LA; Tayar, PH; Marcondes, TL
Descrição de seis casos de traumatismo
confuso na região poplítea, com lesões de vasos popliteo
e partes moles associados a fratura ou luxações.
Após diagnóstico realizado através
de exame físico, Doppler ultra-som e arteriografia, o tratamento
cirúrgico foi iniciado até no máximo em 10 horas
após a lesão (média 4 horas).
Quatro pacientes tiveram evolução satisfatória;
dois pacientes apresentaram trombose do reparo, com reintervenção
imediata, resultando em uma amputação parcial do pé
e uma amputação da coxa, com uma taxa de perda de membro
de 16,6%. O diagnóstico precoce da lesão arterial, remoção
rápida para centros especializados e menor tempo de isquemia de
membros colaborarão para diminuir a taxa de amputação
dos membros.
FÍSTULA ARTERIOVENOSA DE SUBCLÁVIA
POR PROJÉT1L DE ARMA DE FOGO (PAF)
Serviço: Cirurgia Vascular do Hospital de
Ipanema - Rio de Janeiro - RJ
Autores: Gallo, JR; Hasteinreiter, CN; Peitilho,
MA; Costa, AA
Três casos de pacientes portadores de fístulas
arteriovenosas, todos por projétil de arma de fogo, foram operados
no nosso Serviço. Todos do sexo masculino, entre 32 e 48 anos;
nos três casos, a fístula ocorreu na subclávia direita
proximal. Atendidos em Pronto-Socorro, foram submetidos a rafia simples
e receberam alta após tratamento do choque hipovolêmico.
Foram reoperados entre 30 e 45 dias após o
primeiro atendimento.
Apenas um necessitou abertura do tórax com
esternotomia e incisão no 3° espaço intercostal. Não
houve óbitos e todos foram operados com interposição
de enxerto de Dacron.
O exame angiológico e a arteriografia evitariam
a operação tardia. A sobrevida de doentes com fístula
neste segmento arterial é rara tanto no nosso material como na
literatura mundial.
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