3º CONGRESSO PAN-AMERICANO DE CIRURGIA VASCULAR
X JORNADA BRASILEIRA DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR

HIPERTENSÃO RENO-VASCULAR:
CIRURGIA E ANGIOPLASTIA - EXPERIÊNCIA DO SERVIÇO

Serviço: Cirurgia Vascular do Hospital de Ipanema - Rio de Janeiro - RJ
Autores: Gallo, JR; Vasconcellos, EM; Hasteinreiter, CN; Lopes Jr., EF

De fevereiro de 1962 a julho de 1993, 1.032 pacientes foram submetidos a aorto-arteriografia para estudo da hipertensão reno-vascular (HRV). Destes pacientes, 6,39% foram levados à cirurgia e/ou angioplastia para cura da HRV.

No período de cinco anos, de 1988 a 1993, 12 pacientes (18,1%) foram submetidos à angioplastia (PTA). A idade média dos pacientes foi 40 anos (4 a 68 anos); sete mulheres e cinco homens. No período de 2/62 a 7/93, 54 pacientes foram levados à cirurgia com o objetivo de curar a HRV e/ou salvar o rim; 1,9% nefrectomia parcial; 55,5%, nefrectomia total;12% derivação unilateral com veia safena; 9% com prótese de Dacron ou PTFE.

Derivação aorto-renal bilateral com veia, 1%; com prótese, 1%. Total das derivações: 42,6%, ou seja, 23 casos.

A experiência de 31 anos do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital de Ipanema mostra que: l) a angioplastia é um procedimento que deve ser usado nas displasias e estenoses segmentares justa-aórticas não calcificadas; 2) derivações devem ser usadas em todos os casos, mesmo nas estenoses graves, para salvar o rim e/ou curar a HRV; 3) a nefrectomia deve ser feita somente em casos de hipoplasia sem função renal, ou quando a derivação não puder ser realizada.

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