3º CONGRESSO PAN-AMERICANO DE CIRURGIA VASCULAR
X JORNADA BRASILEIRA DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR


EXPERIÊNCIA DO HCFMUSP COM O USO DE STENTS

Serviço: Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da USP - SP
Autores: Nelson Wolosker; Ruben Rosoky; Ayrton Fratezzi; Ricardo Aun; Pedro Puech-Leão

De março de 1993 a outubro de 1994 foram realizadas 15 angioplastias associadas à colocação de stents em 15 pacientes no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Quatorze eram portadores de claudicação intermitente limitante, submetidos ao tratamento clínico por um período superior a seis meses sem melhora clínica. Dez deles com estenose ou oclusão de artéria ilíaca, dois com estenose de ilíaca associada a oclusão de femoral superficial e dois com estenose segmentar de femoral superficial. Um paciente apresentava isquemia grave, com dor isquêmica de repouso e lesão trófica, com estenose de artéria ilíaca e oclusão segmentar de femoral superficial.

Todos foram submetidos a angioplastia com balão de Gruntzig associados à colocação de stent. Em cinco casos de artéria ilíaca com stent de Strecker e nos outros dez casos, 12 stents de Palmaz.

Uma paciente apresentou estenose no local do stent após três meses de seguimento e oclusão após o quarto, voltando a apresentar claudicação intermitente limitante. Foi submetida a enxerto aorto-bi femoral com sucesso.

Um paciente com oclusão de artéria ilíaca comum teve oclusão pós-operatória, não apresentando piora do quadro inicial.

Um paciente com estenose de ilíaca e obstrução fêmoro-poplítea teve oclusão arterial após dois meses, desenvolvendo um grau de claudicação semelhante ao prévio.

Os outros pacientes evoluíram sem claudicação intermitente num segmento médio de dez meses.


TERAPIA PERCUTÂNEA ENDOVASCULAR NA SÍNDROME DE
VEIA CAVA SUPERIOR

Serviço: Hospital São Vicente de Paulo - Setor de Cirurgia Vascular - Rio de Janeiro - RJ

Autor: Gaudêncio Espinosa

Devido ao difícil acesso cirúrgico às lesões da veia cava superior, técnicas percutâneas podem representar uma boa opção terapêutica. Neste trabalho apresentamos um caso, devido a sua singularidade.

Relato do caso: Paciente de 51 anos, cardiopata em uso de marcapasso, insuficiência renal crônica em hemodiálise. Sem antecedentes de hipertensão, diabetes ou DPOC. Foi encaminhada em setembro de 1991 ao Serviço de Cirurgia Vascular, por apresentar trombose aguda de fístula arteriovenosa úmero-cefálica direita, por onde a paciente era hemodializada.

Realizada fístulografia que revelou oclusão das veias subclávia e axilar direitas. Iniciada terapia trombolítica (Urokinase 225.000 U/h), que repermeabilizou o trajeto vascular venoso, revelando importante estenose (80%) na veia subclávia, a qual foi tratada com sucesso, mediante angioplastia (balão 8mm). Após 17 meses, a paciente retomou ao Serviço, por apresentar turgência jugular, rouquidão e dificuldade de deglutição. Realizada flebografia bilateral dos membros superiores, que evidenciou oclusão da veia cava superior e do tronco inonimado, com circulação colateral através da veia ázigos. A lesão foi tratada mediante angioplastia (balão 12mm), a qual não apresentou resultado satisfatório (lesão residual > 70%). Decidiu-se então implantar uma prótese endovascular auto-expandível (Wallstent - 16mm x 8cm), com resultado imediato satisfatório, desaparecendo a circulação colateral e repermeabilizando o leito vascular. A paciente mantém-se assintomática até a atualidade.

Conclusão: Embora com experiência limitada, acreditamos que em casos selecionados a utilização de próteses endovasculares, bem como outras técnicas percutâneas, podem ser efetivas no tratamento das oclusões da veia cava superior ou dos seus principais afluentes venosos

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