3º CONGRESSO PAN-AMERICANO DE CIRURGIA VASCULAR
X JORNADA BRASILEIRA DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR

TRATAMENTO CIRÚRGICO DE VARIZES RELACIONADAS
ÀS VEIAS PUDENDAS EXTERNAS

Serviço: Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital São Camilo - Belo Horizonte - MG
Autores: Edno Lopes Caldeira; Cláudio Santana Ivo; Flávio Lúcio de Almeida Martins; Luiz Carlos de Almeida Martins

As veias pudendas externas localizam-se no espaço gênito-crural. Podem ter origem simples ou complexa; terminações na veia safena magna, acessória medial ou lateral, além de terminações extra-safenas. Fazem conexões com veias crurais, subpubianas, parieto-abdominais e com a rede venosa pélvica. Podem estender-se a grandes distâncias no território da veia safena interna ou transferir a patologia varicosa para outros territórios. (J. A. Dortu - Phlébologie, 1990, 32 n° 2).

Os autores relatam sua experiência inicial com o tratamento cirúrgico de cinco casos de varizes pudendas externas. Enfatizam os aspectos técnicos e a importância em se pensar neste tipo de varizes que frequentemente se desenvolvem durante a gravidez. Estas veias podem ser fontes de recidivas bem como causar erros de diagnóstico e do tratamento cirúrgico quando desenvolvem varizes ao longo da veia safena magna.


CIRURGIA RESTAURADORA NAS TROMBOSES DA
VEIA CAVA INFERIOR

Serviço: Cirurgia Vascular da Beneficência Portuguesa - Rio de Janeiro - RJ
Autores: José Mussa Cury F°; Amo Von Ristow; Carlos Peixoto; Jerônimo Sá Jr.; David V. Damasceno; Luiz Antonio Noieto Guimarães

Casuística e métodos: Entre 1983-94 realizamos onze cirurgias restauradoras do fluxo a nível da veia cava inferior, em sete mulheres e quatro homens, com idade variando dos 4 aos 70 anos (méd. 46 anos). A etiologia foi variada: seis tromboses, quatro invasões tumorais por hipernefroma e uma por leiomioma. O diagnóstico foi suspeitado pelo exame clínico, fluxometria Doppler e confirmado por flebografia ou tomografia computadorizada de alta resolução, que permite evidenciar a extensão proximal e distal da oclusão. Em todos os casos a veia cava foi abordada por via anterior transperitoneal, com dissecção das tributárias, flebotomia longitudinal, para a trombectomia. Nos casos de invasão tumoral maligna, o rim e a veia renal foram ressecados com o tumor. A cava foi suturada por rafia primária em dez casos e com remendo de safena em um. Nos seis casos de trombectomia de cava associados à trombectomia ílio-femoral, foi realizada fístula arteriovenosa inguinal temporária e implantado clip de Moretz justa-renal.

Resultados: Os resultados variam em função da patologia primária. Em cinco casos de oclusão por trombo hemático, a evolução foi satisfatória a curto e longo prazos, bem como na paciente com leiomioma; um paciente faleceu por hepatite aguda pós-anestésicos alogenados. Dos quatro pacientes com invasão tumoral maligna, somente um sobrevive após dois anos, tendo os demais falecido em decorrência de metástases pulmonares. Não ocorreu embolia pulmonar nesta série. Embora tenham ocorrido casos de retromboses distais tardias, nenhuma reoclusão de veia cava foi detectada no acompanhamento tardio.Conclusões: Em face dos resultados obtidos, consideramos a cirurgia restauradora de fluxo da veia cava tecnicamente factível e de resultados satisfatórios, em indicações especificas.

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