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INTRODUÇÃO
O estudo da função venosa peniana
está indicado, em princípio, a todo paciente com queixas
objetivas de disfunção erétil, em especial
nos pacientes onde a queixa principal é a ereção
fugaz. Do ponto de vista teórico, o primeiro exame seria
a Cavernosometria, e aqueles pacientes que tivessem débitos
elevados para obtenção e/ou manutenção
da ereção seriam selecionados para Cavernosografia.
Na prática, para apressar os resultados semiológicos
e reduzir a agressão ao paciente, os dois exames costumam
ser solicitados e realizados a um só tempo.
A doença veno-oclusiva peniana ainda
não teve sua etiopatogenia bem definida. Há possibilidade
de lesão venosa primária, bem como disfunção
secundária e alterações das estruturas penianas
(trabéculas, septo, albugínea) ou de resposta aos
neurotransmissores da ereção (1,2,3,4,5,6,7).
Fica claro que estamos frente a uma síndrome
e, se oferecermos um mesmo tratamento a diferentes etiologias, não
poderemos esperar os mesmos resultados em todas.
Certamente a melhor seleção dos
pacientes, com os recursos de que hoje dispomos e com os que virão
com a evolução natural das pesquisas, nos trará
melhores indicações e resultados terapêuticos.
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HISTÓRICO
A cavernosografia em flacidez é exame
que nos dá visão anatômica do sistema venoso
peniano, sem nenhum valor funcional(8).
Sabemos que a hemodinâmica peniana é completamente
diferente do estado de flacidez para o estado de ereção.
Por este motivo, a Cavernosografia para diagnóstico
na síndrome de insuficiência sexual masculina evoluiu
para a realização, com ereção artificialmente
induzida, seja através de estimulação visual(9),
drogas vasoativas(10) e/ou bomba
de perfusão(11), tentando,
desta forma, aproximar os resultados ao que ocorreria durante a
ereção fisiológica.
l. Assistente do Serviço
de Cirurgia Vascular do Hospital Andaraí - SUS-RJ
Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões Titular
da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular
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