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DISCUSSÃO
Consideramos que o potencial de destruição
tissular no cadáver seria maior, porque naturalmente o mesmo já
se encontra em rigidez muscular cadavérica, opondo resistência
suprafisiológica ao fluxo; algum grau de decomposição
certamente já existe; não é usado relaxante muscular
como a Papaverina; o fluido de perfusão utilizado foi a água;
e induzimos pressões intracavernosas bem elevadas. Se em condições
tão adversas o método não provocasse lesões,
poderíamos concluir por sua segurança no uso clínico.
CONCLUSÃO
Baseado nos resultados obtidos, podemos concluir
que, pelo menos de forma aguda, não há possibilidade de
iatrogenia na Cavernosometria por bomba.
RECOMENDAÇÕES
Podem ser desdobramentos naturais dessa pesquisa:
A - Biópsias tardias de corpos cavernosos
submetidos a Cavernosometria por bomba na busca de alterações
estruturais que podem, eventualmente, se estabelecer com o tempo.
B - Busca de débitos de perfusão
intracavemosa capazes de provocar lesões tissulares, para determinar
os limites de segurança do método.
C - Testar outros sistemas de infusão
não intermitente, como infusão contínua, pressão
equivalente à pressão oarterial sistêmica, e avaliar
seu potencial iatrogênico.
D - Testar outros fluidos de perfusão,
como o sangue autólogo, por exemplo, e avaliar diferenças
sobre o comportamento do endotélio. Haveria, nesse caso, em especial
nos pacientes cardíacos, a vantagem de não provocarmos sobrecarga
hídrica.
CAVERNOSOGRAFIA DINÂMICA
Como foi visto, o comportamento hemodinâmico
do pênis é completamente diferente na flacidez e na ereção.
Por esse motivo, a Cavernosografia em flacidez tem valor apenas anatômico
para lesões dos corpos cavernosos e desenho da circulação
venosa, sem nenhum significado funcional(30'31,32).
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Realizando o exame em ereção artificialmente
induzida, estamos tentando aproximar nossos resultados do que ocorre fisiologicamente
no momento da ereção plena. E a chamada Cavernosografia
dinâmica (Figura 9).

Figura 9
A principal vantagem da Cavernosometria por bomba
é que imediatamente após o estabelecimento do DME, mudando
o líquido de infusão para contraste iodado, com o mesmo
débito de perfusão, passamos à Cavernosografia dinâmica(33.34.35).
Acompanha-se pela radioscopia o enchimento dos corpos
cavernosos. Quando estes estão cheios, iniciam-se as radiografias,
normalmente tomadas na posição oblíqua em que o paciente
se encontra, depois em AP, com o pênis tracionado para baixo com
tira de esparadrapo transversal fixada às coxas e a ampola de RX
com inclinação podálica (retirando a superposição
do púbis); e em posição permeai, com o pênis
rebatido sobre o abdômem, fixado com tira de esparadrapo transversal
e a ampola de RX com inclinação cefálica. As chapas
obtidas mostrarão falhas de enchimento ou de contorno dos corpos
cavernosos e as vias preferenciais de drenagem.
Se a Cavernosometria já nos informou se há
fuga, a presença de sistemas venosos, intermediários e/ou
profundos, dilatados e/ou tortuosos, assim como o enchimento anómalo
de veias superficiais ou de comunicações retrógradas
cavernoso-esponjosas nos informarão por onde se dá esta
fuga.
Foi observado que flebolitos, comumente vistos nas
radiografias panorâmicas, não contrastadas, do abdômem
e da pelve, correspondiam com frequência bastante elevada às
veias insuficientes do sistema de drenagem peniana.
De um grupo de 26 pacientes, constituíram-se
dois subgrupos. Um grupo de 13 pacientes com fuga, onde dez apresentavam
flebolitos, e outro de 13 pacientes sem fuga, onde dez não apresentavam
flebolitos.
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