|
Veias emissárias perfurantes - Com
a ereção, há um estiramento predominantemente longitudinal
da albugínea, que termina por restringir os orifícios de
passagem das veias emissárias perfurantes.
Veias circunflexas e veia dorsal profunda
- São as veias contidas no espaço intermediário entre
a albugínea e a fáscia profunda, sendo esta de pouquíssima
distensibilidade. De forma análoga ao primeiro nível, com
a distensão dos corpos cavernosos, estas veias ficarão imprensadas
entre a albugínea e a Fascia profunda, fechando o retorno venoso.
Podemos então observar que, para atingir a
ereção, o pênis passa pela tumescência, onde
varia de tamanho, praticamente sem variar sua pressão intracavernosa
(fase isobárica). Quando atinge suas dimensões máximas,
e com a manutenção do grande fluxo arterial, aumenta a pressão
intracavernosa até atingir a rigidez plena (fase isométrica).
A partir daí, com o fechamento ativo e passivo venoso, temos a
manutenção da ereção até a detumescência,
quando cessam os estímulos nervosos (8-9'10'11-12'13'14).
HISTÓRIA CLÍNICA
A história de um paciente impotente é
mais difícil de ser obtida e avaliada, uma vez que muitas das informações
são subjetivas e absolutas. Subjetivas, porque é difícil
a avaliação de uma ereção quanto a seu grau
de rigidez, por exemplo; e absolutas, porque normalmente é um dado
da avaliação individual, não tendo sido comparada
com as de outras pessoas.
Muitas vezes, os pacientes omitem informações
ou as modificam ligeiramente a seu favor, como dados de libido ou frequência
de relações sexuais, tentando preservar sua imagem masculina
frente ao médico. Mais difícil ainda é separar a
realidade da fantasia. Há muitos indivíduos normais que
sonham com a obtenção de um pênis maior ou mais rígido,
que obviamente jamais será obtido.
Dados importantes para tentar caracterizar uma impotência
psicogênica são a época em que a queixa apareceu,
se foi concomitante com algum fato importante na vida do paciente (separação,
morte, falência etc.), se seu início foi abrupto, e se há
diferenças na qualidade da ereção, seja ela coital,
noturna ou na masturbação.
As impotências orgânicas costumam ser
insidiosas, aumentando a frequência dos acontecimentos e a queda
de rigidez progressivamente.
Com a evolução da doença, são
frequentes as queixas de aparecimento de ejaculação precoce
porque o paciente, sabendo da instabilidade de sua ereção,
apressa-se em obter o orgasmo, e de queda da libido, por desinteresse
secundário ao temor de desempenho.
|
É importante o inquérito sobre doenças
associadas, atuais e pregressas, como diabetes (lesão nervosa,
AEO), cardiopatias (hipotensores, bloqueadores ganglionares, diuréticos),
drogas (sedativos, bloqueadores ganglionares, drogas de consumo), doença
de Peyronie (fibrose da albugínea), cirurgias ou traumatismos prévios
(lesão vascular ou nervosa), radioterapia (lesão nervosa/15)
etc.
Genericamente, podemos dizer que o paciente arterial
tem dificuldade em obter a ereção, e o paciente venoso tem
dificuldade em mante-la.
Podemos tentar qualificar e quantificar melhor uma impotência venosa
obtendo dados relativos a:
Latência - Tempo necessário para
obtenção da ereção após início
da excitação (muito longo, longo, normal, curto).
Duração - Tempo de duração
da ereção após a sua obtenção (muito
curto, curto, normal, longo).
Rigidez - Grau de rigidez máxima obtida
(O a 10)
Detumescência - Tempo gasto após
a ejaculação para desaparecimento da ereção
(muito rápido, rápido, normal, lento).
EXAME FÍSICO
Inicia-se pela inspeção de caracteres
secundários, como a presença, quantidade e implantação
de pêlos, e, em especial, a presença de ginecomastia.
Segue-se o exame do pênis observando-se o tamanho;
presença de placas endurecidas, sugestivas
da doença de Peyronie(16); palpação dos pulsos penianos(17);
medida do índice pênis-braço(8) e observação
da circulação venosa superficial.
Os testículos são examinados, observando-se
sua presença, situação anatómica, consistência,
sensibilidade, superfície e presença de hidrocele ou varicocele.
Os reflexos cremastérico e bulbo-cavernosos
podem avaliar grosseiramente a função neurológica.
PROPEDÊUTICA ARMADA
O diagnóstico da doença veno-oclusiva
está calcado | na Cavernosometria e Queda da Pressão Intracavernosa
(PIC), que nos dirá se há fuga venosa, na Cavernosografia
dinâmica, e por onde se dá essa fuga; e na Esponjosografia,
que nos dará detalhes anatômicos da veia dorsal profunda.
|