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2. O sistema venoso intermediário,
entre a fáscia profunda e a albugínea, composto pelas veias
cincunflexas e veia dorsal profunda, que drenam a glande, corpo esponjoso,
prepúcio e as porções distais dos corpos cavernosos,
desemboca no plexo prostático; e pelas veias comitantes, que acompanham
o trajeto das artérias dorsais, sendo de pequeno calibre e pouca
importância.
3. O sistema venoso profundo, abaixo da albugínea,
composto pelas veias cavernosas, que drenam as porções proximais
dos corpos cavernosos e desembocam no plexo pudendo interno.
INERVAÇÃO
O pênis é inervado pelos nervos dorsais,
ramos dos nervos pudendos, que se distribuem pela pele e glande; pelos
nervos permeais, que inervam principalmente a uretra; pelos nervos íleo-inguinais,
que se distribuem pela pele, próximo à raiz; e pêlos
nervos cavernosos, que inervam os tecidos eréteis esponjosos e
cavernosos. Os nervos cavernosos são autónomos, com fibras
parassimpáticas, cuja estimulação provoca vasodilatação
arterial, e fibras simpáticas, cuja estimulação provoca
vasoconstrição arterial 6'7.
FISIOLOGIA DA EREÇÃO
A ereção desejada inicia-se por um
estímulo psíquico e uma resposta neurológica que
irá mediar uma série de alterações vasculares.
Esta cadeia de reações é hormônio dependente.
Ao estado de flacidez peniana corresponde um momento de contratura de
sua musculatura lisa, que opõe resistência à entrada
de sangue arterial nas cavernas. Quando esta contratura desaparece, o
fluxo arterial aumenta e surge a ereção.
Os nervos simpáticos, ou adrenérgicos,
liberam um neurotransmissor, a Noradrenalina (NORA), que mantém
a contratura da musculatura lisa dos corpos cavernosos e o estado de flacidez.
Mantêm também contraídos controladores de fluxo que
"fecham" as artérias impedindo a entrada do sangue nos
espaços cavernosos. A NORA é um neuroefetor.
Os nervos parassimpáticos, ou colinérgicos,
liberam a Acetil-colina (Ach), que é um neurotransmissor que facilita
a ereção, inibindo a mediação adrenérgica,
mas incapaz, por si só, de produzir ereção. A Ach
é um neuromodulador, que vai permitir a ação de outros
neurotransmissores, não adrenérgicos e não colinérgicos
(NANC).
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Os NANC são de fato os neuroefetores da ereção.
Relaxando a musculatura lisa dos corpos cavernosos e aluando sobre esfíncteres
e poisters, iniciam e mantêm a ereção. São
divididos em dois grupos: os Peptídeos (VIP, Substância P,
Somatostatina, Polipeptídeo pancreático, Neuropeptídeo
Y) e Autacoides (Prostaglandinas, Prostaciclinas, Histamina).
Além dos neurotransmissores, têm participação
ativa na ereção substâncias produzidas pelo próprio
endotélio vascular - o óxido-nitroso ou EDRF (fator relaxante
derivado do endotélio), que tem ação vasodilatadora,
e a endotelina, que possui efeito vasoconstritor, mais importantes sobre
as veias.
Esses efetores e o modulador, quando liberados, em
ordem e quantidade desconhecidas, são capazes de regular a contratilidade
da musculatura lisa peniana e a entrada e saída de sangue dentro
dos corpos cavernosos.
A entrada do fluxo arterial no pênis é
um mecanismo de controle ativo neurodependente. O retomo venoso sofre
um controle duplo, em parte ativo, em parte passivo, dependente exclusivamente
do aumento da pressão intracavernosa com compressão de algumas
veias.
Tanto as artérias como as veias são
dotadas de cinco tipos diferente de controladores ativos de fluxo:
Polsters ou coxins - São projeções
musculares da camada interna dos vasos que, quando contraídos,
ocupam espaço da luz, e, quando relaxados, permitem o fluxo livre.
Existem em quantidade, disposição e localização
variadas.
"Esfíncteres" - São
disposições circulares de musculatura lisa, na própria
camada íntima dos vasos.
Células mioepitelióides - Células
que se embebem de água, aumentando seu volume e diminuindo a luz
do vaso. Ocorrem predominantemente nas artérias helicinais.
Esfíncteres - Disposições
circulares de musculatura lisa na camada média dos vasos, ocorrendo
a intervalos regulares nas veias, predominantemente nas veias fora do
corpo venoso.
Coxins polipóides - Projeções
celulares que invadem a luz, dificultando o fluxo.
O mecanismo passivo da compressão venosa se
dá em três diferentes níveis:
Vênulas subalbugíneas - Vênulas que iniciam
a drenagem venosa dos corpos cavernosos e têm na sua periferia,
subalbugínea, um trajeto longitudinal antes de formarem as veias
emissárias, que irão perfurar a albugínea e desaguar
nas veias circunflexas, que formarão a veia dorsal profunda. Como
já vimos, as cavernas centrais são maiores que as periféricas
e, conseqüentemente, se encherão mais de sangue, exercendo
assim uma pressão positiva, de dentro para fora, que irá
comprimir as vênulas contra a albugínea, colabando-as e represando
o sangue no interior dos corpos cavernosos.
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