CASO ESPECIAL

FORMA INCOMUM DA DOENÇA DE MONDOR:
COMPROMETIMENTO PENIANO

JoâoBatista Thomaz (1), Yanna Cristhina Moreira Thomaz (2)


RESUMO
O autor faz uma análise de três pacientes com doença de Mondor acometendo o pênisejulga os elementos que representam um papel preponderante dentro do contexto atual dessa enfermidade. Traça as suas principais características clínicas e patológicas e conclui estipulando as condutas terapêuticas inerentes a esse processo patológico.
 
SUMMARY
The author makes an analysis of three patients with Mondor's disease and considers the elements which represent a preponderam part in the modern context of the disease. He describes their principal clinical-pathological characteristics and determines the therapeutics procedures inherent to this pathological process.
 
UNITERMOS
Pênis, Flebite, doença de Mondor.
 
UNITERMS
Penis, Phlebitis, Mondor's disease.

INTRODUÇÃO

Têm sido conhecidas pelo epônimo de doença de Mondor manifestações tromboflebíticas que acometem as zonas subdérmicas corporais, sendo as mais comprometidas a torácica, a abdominal, o membro inferior e/ou superior e, em escala somenos, a parte peniana (5,6,16-20).

Faz meio século que emergiu na literatura médica, particularmente na francesa, uma série de trabalhos em que se dava ênfase a uma forma de tromboflebite cordoniforme ou fil de fer na parede torácica, com surgimento espontâneo, sem trauma local ou qualquer outra afecção orgânica prévia.

Mondor, em 1939, descreveu um grupo de pacientes com uma forma comum de "angeite" subcutânea, que acometia mais frequentemente as mulheres, com idade compreendida entre 25-50 anos, sem doença aparente, que exibia uma tumoração filiforme aderente à pele e ao tecido celular subcutâneo, ligeiramente doloroso, promovedor de uma tração da pele em toda a extensão tumoral. Ocupava, predominantemente, a parede ântero-lateral do tórax, com incidência mais elevada no lado esquerdo(24) .


1. Membro titular da Academia Fluminense de Medicina;
Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (Cirurgia Vascular);
Especialista em Cirurgia Vascular pela Universidade de São Paulo (USP);
Fellow da Panamerican Trauma Society;
Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular;
Mestre em Cirurgia Torácica na Universidade Federal Fluminense (UFF);
Chefe do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Santa Mônica, Niterói, Rio de Janeiro.
2. Acadêmica de Medicina; Estagiária do Serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Santa Mônica, Niterói, Rio de Janeiro.

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