Boletim de Angiologia e Cirurgia vascular
Órgão Oficial da Regional Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular Secretaria: Av. Venezuela, 131/509-510 CEP 20081-310 Rio de Janeiro - RJ
Tel: 2263-1625 Fax: 2263-4884 Internet: www.sbacvrj.com.br
E-mail: secretaria@sbacvrj.com.br Periodicidade Mensal Ano 16 Nº 72 Maio 2002 Diretor de Publicações: José Amorim de Andrade
Vice-Diretor: José Carlos Mayall Redator Responsável: Ruy Portilho -Mat.12.490 Tiragem: 2.000 exemplares
Produção: Trasso Comunicação e Assessoria Ltda Av. N. Sra. de Copacabana, 1.059 sala 1.201 - Copacabana Rio de Janeiro-RJ 22060-000 Tel/Fax.: (21) 2521-6905 E- mail:trasso@easyline.com.br
Editorial
O Encontro de Angiologia e Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro vem se tornando a cada ano um referencial para a especialidade no Brasil. Este do ano 2002 possivelmente marcará a Regional como um referencial histórico na medida em que inaugurou, prática e formalmente, uma nova visão de sociedade científica: aquela inserida e comprometida com a realidade social. O conceito de sociedades médicas voltadas para dentro de si mesmas e enclausuradas em "ilhas de excelência" do conhecimento médico-científico está definitivamente sepultado.
O debate de temas políticos ligados à saúde dos nossos assistidos, a população, é também tarefa nossa e quase tardiamente despertamos para esta realidade. E despertamos com muita força ao colocarmos na mesma mesa sobre o pé diabético todos os segmentos da sociedade civil envolvidos com o caráter médico-social da patologia. Descobrimos que de nada adianta termos o domínio do conhecimento sobre a doença e o seu tratamento se não dispusermos dos instrumentos capazes de fazê-lo chegar ao seu destino final: o doente.
Fomos também muito felizes na escolha dos nossos convidados internacionais. O Dr. Sergio Salles-Cunha já é um veterano em nossos eventos e sabe como ninguém instigar a nossa curiosidade para os avanços do ecodoppler. Os Drs. José Maria Callejas e Carlos Lisbona, além da enorme contribuição para os nossos conhecimentos, esbanjaram simplicidade e simpatia e certamente deixaram saudades naqueles que tiveram o privilégio de desfrutar de suas companhias nos momentos mais informais. O Fórum Endovascular, que reuniu representantes de todo o Brasil, foi um capítulo à parte e coincidiu com as notícias do resgate dos direitos inatos da nossa especialidade à pratica dos procedimentos endovasculares que, enquanto estiver em vigor a Resolução de número 1634/2002 do Conselho Federal de Medicina, nos foram usurpados.
Está de parabéns a comunidade vascular brasileira. Está de parabéns a nossa Regional e estão de parabéns todos aqueles que aqui estiveram.E por estarmos em clima de copa do mundo só temos a dizer: ESTE XVI ENCONTRO FOI UM GOLAÇO!
Cartas
Caríssimos amigos Paulo Marcio, José Luís, Caiafa, Ney e Sérgio,
Inicialmente quero parabenizá-los pelo sucesso, brilhantismo e impecável organização do evento. Fiquei mais uma vez grato pelo honroso convite que me fora feito e agradecer a carinhosa recepção e tratamento que nos deram no Rio durante nossa estada.
Cumprimento também pela reunião do Fórum, que coroou o êxito desse Encontro com uma discussão oportuna e salutar como há muito não víamos no foro de nossa Sociedade.
Muito obrigado por tudo,
Atenciosamente,
João Luiz Sandri
Opinião I
O XVI Encontro e Desdobramentos
O Encontro de Angiologia e Cirurgia Vascular de 2002 certamente será lembrado no futuro como um marco da nova Sociedade que muitos de nós desejamos construir. Ao lado do temário científico, de grande atualidade, com temas primorosamente apresentados pelos relatores, trouxe as grandes questões político-institucionais para o interior da nossa congregação.
A apresentação do Diretor Médico da Unimed-Rio, Dr. Eduardo Assis, me parece ter cumprido a finalidade que lhe moveu: convidar-nos a uma profunda reflexão sobre o paradoxo existente entre o progresso da medicina e a incapacidade de financiamento, o que, lastimavelmente, atinge, sobretudo, os segmentos mais desfavorecidos da população, o que, no caso brasileiro, representa algo em torno de cem milhões de pessoas.
A mesa sobre o impacto médico-social do pé diabético foi extraordinária.
A partir do incrível exército brancaleônico que constitui a legião dos amputados de nosso bravo Arbex, desencadeou-se uma nova visão do problema. À Sociedade não basta mais discutir os aspectos técnicos e aprimorar a profilaxia e a terapêutica. Necessariamente, terá que se inserir na realidade, atuando como uma força viva, exigindo soluções e ao mesmo tempo propondo alternativas. A mim me pareceu que os discursos dos gestores, estaduais e municipais, ainda têm o sabor do arcaico e não o do reformador. Por outro lado, ao ouvir aquele advogado, brilhante, bem articulado, com uma determinação rara em sua juventude, reacendeu-se em mim a chama da crença de que este país ainda pode ser viável se todos se envolverem e não transigirem com a imoralidade, com os falsos profetas e com a hipocrisia.
"Alea jacta est". Agora, vamos sentar à mesa com esta gente das secretarias, fiscalizados pelo olhar atento do Ministério Público e buscar consenso. A Sociedade está fazendo a sua parte. Esperamos que os outros também o façam.
Fechamos o Encontro com um mesa sobre varizes que, seguindo o espírito que norteou sua idealização, aliou técnica e política. Foi bastante enriquecedora a discussão sobre a imprensa e sobre a ameaça que paira continuamente sobre nossas cabeças, a de sermos envolvidos pela máfia dos processos contra médicos.
Ao meu fraterno amigo, Presidente da Regional, Paulo Marcio Canongia, formulo um voto de grande louvor, pois, através da sua visão, já marca esta gestão como o V-zero da nova Sociedade.
E que nova Sociedade é esta?
Penso que é absolutamente necessário que atuemos institucionalmente de uma forma capaz de responder rapidamente às solicitações da coletividade em geral e da nossa própria em particular.
Isto só será possível se profissionalizarmos a administração, o que significa dizer que devemos contar com assessoria de imprensa e jurídica, apoio de lobistas específicos (isto mesmo, não estranhem, as outras Sociedades fazem isso para defender seus interesses no Congresso Nacional, junto às indústrias, etc... "lobby" não é crime), e presença marcante em todos os segmentos sociais afeitos a nós.
Está aí, exposto claramente, o que é uma Sociedade que atua de forma profissional. O Colégio Brasileiro de Radiologia, sem fazer muita força, dita as regras de comportamento dos que praticam técnicas endovasculares.
O que temos conseguido de vitórias, de garantia de espaço, é fruto de um esforço extraordinário da Diretoria Nacional e de alguns enlouquecidos militantes que encontram tempo nas madrugadas para denunciar e acordar as consciências, mas que na manhã seguinte têm que trabalhar duro. Isto é irreal e transitório.
O nosso espaço de atuação, neste momento tão ameaçado, só poderá ser defendido a médio e longo prazos caso contemos com uma Sociedade que independe do elã do seu Presidente ou de alguns dos seus membros.
Tudo isto só acontecerá se tivermos dinheiro.
Por estas razões, proponho à Diretoria Nacional que realize um Fórum Nacional no segundo semestre, cujo tema central seja a profissionalização da entidade e os meios necessários para atingir tal meta.
Ou caminhamos neste sentido ou sucumbiremos frente aos enormes desafios que surgirão, inexoravelmente, sem forças e organização para enfrentá-los.
José Luís Nascimento-Silva
Diretor Científico da SBACV-RJ
Titular da SBACV
Opinião II Angiologia Fim de uma Era?
Acordamos com a notícia do fim de uma especialidade que até agora ainda não consegui entender. Quais são os verdadeiros motivos de se exterminar a Angiologia? A Reumatologia e a Ortopedia, a Neurologia e a Neurocirurgia aí estão, e a Angiologia e Cirurgia Vascular não podem? Há "algo de podre no Reino da Dinamarca", diria melhor, há alguma coisa incomodando não sei bem a quem em meu país!
A Angiologia passou a ser reconhecida em 1942, quando Martorell e col. cunharam o termo. Quando da criação da International Society of Angiology, em 1950, passou a ser mundialmente conhecida. O primeiro congresso foi realizado em 1951, em Atlanta City, nos Estados Unidos. No Brasil, desde 1939, o Dr. Sydney Arruda se interessa pelas doenças vasculares, incentivado por seu chefe na 4ª Cadeira de Clínica Médica da UFRJ, o Dr. Waldemar Berardinelli. Em 1943, o Prof. Sydney Arruda, que já havia obtido o título de livre-docente, criou o primeiro ambulatório de doenças vasculares na Santa Casa de Misericórdia em nosso meio. No Hospital São Francisco de Assis, implantou o primeiro serviço de Angiologia do Brasil, com duas enfermarias exclusivamente destinadas à especialidade, que teve continuidade com o Dr. Lemos Cordeiro. Em 1952, o Dr. Orlando Brum, trabalhando com o Prof. Sydney Arruda, adquiriu "amor pela especialidade", como declara em seu livro Angiologia Básica, que me serviu de fonte para os informes acima.
Deixar de reconhecer a importância da Angiologia é negar a existência de Sydey Arruda, Fernando Duque, Orlando Brum, George Charles C. de Lemos, Rubens Mayall, Edda Maria Bernardini, Alda Bozza, Paulo Roberto Mattos da Silveira, Marília Panico, Mário Bruno, entre tantos outros, que desde já me desculpo por não citá-los. É esquecer, e somos pródigos nisso, de Amélio Pinto Ribeiro, Algy de Medeiros, que tanto fizeram pela especialidade.
De longa data venho afirmando que éramos protegidos pelo "Ibama" por sermos raça em extinção e, com um tiro certeiro, conseguiram acertar aqueles que se dedicam a tal especialidade. Irá o cirurgião vascular sentar nas desconfortáveis cadeiras dos ambulatórios e atender trinta pacientes numa manhã? Irá pesquisar as causas daquela úlcera de perna que insiste em não cicatrizar? Irá ter tempo de conversar com o paciente em busca de indícios de trombofilia na família daquele paciente que está à sua frente, enquanto é chamado insistentemente ao centro cirúrgico? Terá tempo de ficar comparando os ttpas para saber quanto de anticoagulante prescreverá ao seu paciente? E os Linfedemas? as Arterites? os Edemas?
Com a evolução das técnicas cirúrgicas, entendo que outros são os encargos dos nossos brilhantes cirurgiões vasculares. Na verdade, os angiologistas "alimentam" seus consultórios com pacientes que mais das vezes lá se apresentam já com toda sua avaliação realizada e, portanto, com diagnóstico conclusivo.
Será que os autores de tal sandice não conseguem enxergar a irresponsabilidade desse ato? Qual será a atitude da nossa Sociedade frente tal absurdo?
Entendo que as respostas devem vir rápidas e com muita objetividade para que nosso país não se perca, mais uma vez, na história.
Ney Abrantes Lucas
Secretário-Geral da SBACV-RJ
XVI Encontro de Angiologia e Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro
Reuniões Científicas
Calendário das Reuniões Científicas da SBACV-RJ 2002
Reunião Científica da SBACV-RJ - 28/05/02
Organização: Serviço de Cirurgia Vascular do
Hospital Quinta Dor
Chefe de Serviço: Arno Von Ristow
Parte 1: 20:00 21:00
Aneurismas de Aorta Abdominal
1.A Resultados do acompanhamento a curto e médio prazos de pacientes submetidos ao tratamento endovascular dos aneurismas aórticos e ilíacos.
20:00 20:30
Autores: João Marcelo Rocha Loures, Yanna Thomaz, Marcus Gress, José Mussa Cury Filho e Arno von Ristow.
Relator: Yanna Thomaz
Debatedores: Adalberto Pereira de Araújo, Carlos Clementino Peixoto, Eurico Alves Nunes, Gaudêncio Espinoza Lopez e Luiz Henrique Coelho.
1.B O paciente operado de aneurisma de aorta abdominal por cirurgia direta está curado? Um alerta!
20:30-21:00
Autores: André Marchiori, Bernardo Massiére, João Marcelo Rocha Loures, Yanna Thomaz e Arno von Ristow.
Relator: João Marcelo Rocha Loures
Debatedores: André S. Lacativa, Antonio Vieira de Mello, Armando Arruda, Carlos José de Brito e João Batista Thomaz.
1. Coffee-Break: 21:00-21:20
2. Parte II - Caso Especial: 21:20-21:40
Trombectomia da veia cava sem laparotomia
Autores: André Marchiori, Bernardo Massiére, João Marcelo Rocha Loures, Yanna Thomaz e Arno von Ristow.
Relator: Arno von Ristow
Debatedor: Henrique Murad.
3. Parte III: 21:40-23:00
Procedimentos cirúrgicos diretos e endovasculares combinados uma opção válida para o tratamento da doença arterial obstrutiva multifocal?
Autores: João Marcelo Rocha Loures, Yanna Thomaz, Marcus Gress, José Mussa Cury Filho e Arno von Ristow
Relator: Marcus Gress
Debatedores:Alberto C. Duque, Adilson L. C. de Aguiar Mariz, Enildo Feres, Luiz Felipe da Silva e Sergio Leal de Meirelles.
434a Reunião 25/06
FORA DE SEDE
Seccional Médio-Paraíba
Dra. Gina Mancini Almeida |
437a Reunião 24/09
FORA DE SEDE
Seccional Costa Verde
Dr. Adalberto Paulo Waack |
435a Reunião 30/07
Hospital Municipal Souza Aguiar
Dr. Rossi Murilo da Fonseca |
438a Reunião 29/10
Hospital Naval Marcílio Dias
Dr. Eduardo Werneck |
436a Reunião 27/08
Hospital de Ipanema
Dr. Reinaldo José Gallo |
439a Reunião 26/11
Hospital da Lagoa
Dr. Carlos José de Brito |
434a Reunião Científica da SBACV-RJ - 15/06/02
Seccional Sul-Fluminense
Organização: Gina Mancini de Almeida
MARA PALACE HOTEL
Comissão Organizadora: João Roberto Chaves de Almeida, Luiz Carlos Gonçalves e Maria Miguel Dotta.
Presidente de Honra: Antonio J. Monteiro da Silva
Presidente: Marcio Leal de Meirelles
Moderador: José Luis Nascimento Silva;
Secretário: Claudia Hidasy
09:00-09:30 -Palestra
Indicações, Diagnóstico e Confia-bilidade do Eco-Dopller na Doença Vascular Periférica - 15 minutos
Palestrante: Dra. Nilce de Carvalho (SP)
Comentadores: Carmem Lucia Lascasas Porto e Luiz Paulo Brito Lyra.
09:30-10:10 - Palestra
Correlação entre Duplex Scan e Achados Cirúrgicos no Mapeamento para Cirurgia de Varizes dos MMII - 15 minutos
Autores: Luiz Carlos Gonçalves, João Roberto C. de Almeida, Elgson Lobo, Maria Miguel C. Dotta, Gina Mancini de Almeida.
Relator: Luiz Carlos Gonçalves
Debatedores: Carmem Lucia Lascasas Porto, Fernando Vidinha Fontes, José Amorim de Andrade, Lobélia Dias de Mello e Luiz Paulo Brito Lyra.
10:10-10:20 Intervalo (Coffee-break)
10:20-10:40 Relato de caso.
Derivação Extra-Anatômica - 10 minutos.
Autores: João Roberto C. de Almeida, Antonio Amaral e Elgson Lobo
Relator: João Roberto Chaves de Almeida
Debatedores: Francisco João Sahagoff Vieira Gomes e Sergio Silveira Leal de Meirelles.
10:40-11:00 Relato de Casos
Úcera Necrótica Extensa de Membro Inferior em Paciente Jovem - 10 minutos
Autores: Roberto Isidoro e Mauro Frulane
Relator: Roberto Isidoro
Debatedores: Alda Candido Torres Bozza e Ney Abrantes Lucas.
11:00 - 11:40 - Conferência
Métodos de Tratamento dos Falsos Aneurismas Iatrogênicos - 20 minutos
Conferencista: Dr. Adalberto Pereira de Araujo
11:40 - 12:40 - Conferência
Projeto de Agente Comunitário de Saúde em Angiologia - 15 minutos
Conferencista: Dr. Paulo Marcio Canongia
Comentadores: Ciro Denevitz de Castro Herdy, Luiz Henrique Coelho, Eugenio Carlos Tinoco, Rogério Cerqueira Garcia de Freitas, Antonio Feliciano Neto, Nilson Araújo Áreas, Gina Mancini de Almeida, Marcelo Monteiro Monastério, Pedro Judice Martins, Célio Feres Monte Alto, Cláudio Eduardo Carvalho santos e Adalberto Paulo Waack (Coordenadores das Seccionais da SBACV-RJ)
(Faça sua reserva com a Secretaria da SBACV-RJ (21) 2263-1625 e 2263-4884)
Responsabilidade Civil
É válido, perante os Tribunais, a existência de um informe consente ou termo de consentimento informado?
Sim. Na verdade, é fundamental, pois serve de prova, num eventual processo, de que o paciente fora informado e orientado sobre todos (ao menos os principais) os aspectos que envolvem o seu tratamento, clínico ou cirúrgico, demonstrando, portanto, a boa-fé e a lisura do profissional médico e/ou da prestação do serviço da clínica. O médico tem a obrigação de informar ao paciente não só sobre o seu problema, mas também conscientizá-lo de todos os riscos existentes genéricos e específicos acerca do tratamento necessário. O próprio Código de Ética (cada vez mais utilizado nos processos judiciais), em seus artigos 46 e 59, traz tal preceito de maneira expressa e cabal, bem como o artigo 14, parágrafo 1º, inciso II do Código de Proteção e Defesa do Consumidor.
Resposta dada pelos
Drs. Antonio Couto e Alex Souza, da A.Couto & Advogados Associados
Assessoria Jurídica da SBACV - RJ
Informangio
O exercício da medicina tem características muito especiais. Entretanto, a legislação atual coloca o ato médico em pé de igualdade absoluta com qualquer outro tipo de prestação de serviço. Para se ter uma idéia, sugerimos a leitura do texto abaixo. Trata-se de uma resposta da Promotoria de Defesa do Consumidor (Ministério Público do Distrito Federal) a uma pergunta que lhe foi formulada.
Pergunta: Gostaria de saber sobre a legalidade da costumeira prática da classe médica em atender o paciente após o horário marcado.
Resposta do Ministério Público (respostas@mpdft.gov.br ):
A pergunta foi muito bem colocada e certamente servirá de esclarecimento ao imensurável número de pacientes que vêm sofrendo por essa irregular prática. Como é do conhecimento de todos, na rede privada de saúde é muito comum a marcação de consultas para determinado horário e o atraso ao correspondente atendimento, fora de qualquer razoabilidade. Afinal, não se trata de tolerável atraso de cinco ou dez minutos, mas de uma ou mais horas de atraso, sem que o profissional de saúde sequer dê alguma explicação ao paciente.
A prática, embora comum, não tem respaldo legal, e o atraso implica descumprimento contratual por parte do profissional de saúde. Tal descumprimento do atendimento no horário preestabelecido pode gerar danos materiais e morais ao paciente, passíveis de serem reivindicados judicialmente.
Como exemplo, o paciente que exerce a profissão de taxista e que foi atendido com 1,5 hora de atraso poderá pleitear ao profissional de saúde o lucro que razoavelmente deixou de auferir (lucro cessante) e ainda outros prejuízos materiais e morais decorrentes do tempo de espera no atendimento médico.
Como se observa, tal conduta consiste em evidente desrespeito ao consumidor paciente. Quiçá diante da reivindicação de perdas e danos junto à Justiça provoque-se nova mentalidade de conduta por parte dos profissionais da área de saúde para com os seus pacientes.
Eventos
Encontro Mineiro de Angiologia e Cirurgia Vascular
Montes Claros - Minas Gerais. 31/05/2002 e 01/06/2002 - www.sbacvmg.com.br
X Panamerican Congress of Phlebology and Lymphology
May 29 - June 1, 2002 - Venezuela - Isla de Margarita. Info: gerevent@telcel.net.ve
RENCONTRES INTERNATIONALES DE PATHOLOGIE VASCULAIRE
Monte-Carlo, June 20-22, 2002. Organizer: Dr.Azencott A; Dr. Hatchuel P.
Tel (377) 97-70-24-10 - Fax (377) 93-25-54-13
E-mail: mediaplus@imcn.mc
- 44th Annual World Congress of the International College of Angiology
July 2002; USA - New York
- III Curso de ECODOPPLER-Módulo II - Carótidas e Vertebrais / Arterial de membros Superiores
5 e 6/07/2002 - Hosp.do Servidor Público Estadual de São Paulo - robsonmiranda@fluxo.com.br
- XX Encontro Paulista de Cirurgia Vascular
30 e 31 de agosto de 2002 - Maksoud Plaza Hotel - email: info@meetingeventos.com.br
- IV Encontro Norte-Nordeste de Angiologia e Cirurgia Vascular
Avanços e perspectivas da Cirurgia Vascular - 5 a 7/ 09 de 2002 - Ponta Mar Hotel - Fortaleza. (85)241-3541 -ciaeventos@ ciaeventos. com.br
- XXVI Congresso Caribenho de Angiologia e Cirurgia Vascular
21 a 25 de outubro - Havana - Cuba- Info: mireya@palco.cu
- 17th International Congress on Thrombosis
Bologna, Italy - 26-30 October, 2002
Pallazzo dei Congressi - Bologna, Itália - info@thrombosis2002.it - info@oscbologna.come
- FIRST CONGRESS OF THE LATIN AMERICAN CHAPTER OF THE INTERNATIONAL UNION OF ANGIOLOGY
9 - 12 de abril 2003 - Belo Horizonte - Rhodes@rhodeseventos.com.br
- VII CONGRESSO PAN-AMERICANO DE CIRURGIA VASCULAR E IV Simpósio de Ecocolor-Doppler
6 a 10 de novembro de 2002 Hotel Glória Rio de Janeiro (RJ)
Informações: trasso@easyline.com.br
www.trasso.com.br
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